Era nossa lua de mel. Eu e minha mulher decidimos ir para Irlanda de trem. Já fazia três anos que estávamos na Alemanha.
No dia da viagem nos despedimos de todos nossos
amigos e parentes, não iríamos voltar. Ficaríamos um ano na Irlanda e depois iríamos
morar em Londres. Logo que entramos no trem minha mulher Gabriella me disse:
- Amor. Vou passar lá na cozinha, vou pegar uma
fruta para enganar o estômago até a hora do jantar.
- Tudo bem. Murmurei
Ela me deu um beijo rápido e partiu para cozinha.
Enquanto isso eu colocava as nossas bagagens uma a uma em nossa cabine. Até que
um homem de aparência estranha me fez parar dizendo:
- Senhor...
-Santler.
Completei.
Podia sentir hesitação em sua voz
- Senhor Santler eu não quero ser grosso mais...
- Mais?
- Você não pode ficar na mesma cabine que a Senhora Santler
- O... Ma... P-por quê?!
Devo admitir
fiquei tão surpreso com a notícia que me enrolei com as palavras.
- Desculpe Senhor Santler é uma política do trem.
- Ah... Tudo bem então.
Fiquei decepcionado, a viagem seria de quatro dias e
não poderíamos dormir juntos! E estávamos indo para nossa lua de mel!
Como não tinha escolha comecei de novo pegar minhas
bagagens e colocar uma a uma na cabine ao lado. Enquanto me abaixava para pegar
um baú pesado, vi de esguelha Gabrielle chegando, ela segurava uma maçã em uma
das mãos e o shalle que estava usado no pescoço minutos atrás na outra. Agora
podia ver com mais clareza o lindo vestido branco que usava. Ela estava meio
saltitante quando se aproximou de mim disse:
- O que você pensa que está fazendo mocinho?!
Ela tinha um tom de brincadeira.
- Colocando minhas bagagens na minha cabine!
- Como assim?! Pensei que nós dormiríamos juntos!
Agora ela tinha um tom meio ameaçador.
- Ér... Gabriella... É que.
Não queria dizer, sabia que ela ficaria magoada
- Pare de enrolar!
- Se acalma amor! É que... Nós...
- Pare com drama diz logo!
- Nós não podemos ficar nas mesmas cabines! É contra
a política da empresa!
- O-o-o que?! Não posso...
Vi uma lagrima brotar nos olhos dela. Dei dois
passos rápidos até ela e tentei abraçá-la mais ela me empurrou e disse:
- Não, eu não... Como... Por quê?
Ela retomou o fôlego e disse quase em um grito:
- Eles não entendem?! Nós estamos indo para nossa
lua de mel! Eles não podem abrir uma exceção?
Quando ela ameaçou a começar falar de novo e a
abracei e a beijei, foi um beijo salgado e molhado de lagrimas mais como
sempre, foi ótimo. Quando a soltei ela estava mais calma mais ainda estava
chorando olhou pra mim e disse:
- Eu não posso acreditar.
- Pare com isso! Isso não é importante! Pense
comigo, uma linda vila com verde para todos os lados, nossa lua de mel sem
ninguém e sem nada para atrapalhar.
-Mas...
- Mas nada! E caí entre nós eles não vigiam a noite
toda.
Ela sorriu. Eu a abracei de novo e quase
instantaneamente senti as suas últimas lagrimas em meu peito.
-Tudo bem. Você tem razão.
- Bom, vá descansar que eu vou continuar com as
bagagens.
- Eu te ajudo!
- Não! Não! Não! Não e não! Não vou deixar você
ficar carregando peso!
- Pare com esse machismo!
Eu sorri olhando para baixo, acho que ela não
entendeu ou não viu.
- Tudo bem. Você pode ajudar.
Ela sorriu. O que sempre me deixou atordoado.
- Em que posso ajudar?
- Em nada essa era a última.
Eu disse colocando a última maleta em minha cabine
com um sorriso maroto nos lábios.
- Então tá.
Ela disse com desdém enquanto entrava na cabine
dela. Á segui com os olhos, ela andou até sua cama e procurou algo em sua
bolsa, pegou o celular e começou a mexer nele. Encostei-me à porta e fiquei
olhando ela ali sentada na beirada na cama com o celular. Ela levantou a cabeça
olhou nos meus olhos sorriu e disse:
- Adoro isso.
- Isso o que?
- Isso que você faz.
Ela começou a caminhar lentamente em minha direção,
e era impressionante como conseguia decifrar seus sorrisos, esse tinha uma
ponta de malicia. Então perguntei:
- O que eu faço?
- Me olha, com um sorriso bobo.
-Ah... Enten... Hey! Eu não fico com sorriso bobo.
- Fica sim, e sabe o
que eu mais gosto?
- O que?
- Seu sorriso contrasta perfeitamente com seus olhos
verdes...
Agora ela já estava bem
perto de mim. Ela continuou
- E os seus cabelos bagunçados...
Ela estava falando muito sensualmente e lentamente
me deixando meio atordoado
- Adoro quando você está de gravata... Facilita
tanto...
Dito isso ela me puxou pela minha gravata e mordeu
meu pescoço, começou a me puxar para cama e me fez sentar na beirada, encaixou
as pernas em volta do meu quadril, sentou no meu colo e me beijou como nunca
havia beijado antes. (Sem parar de me beijar começou a afrouxar minha gravata e
desabotoar minha camisa, com as unhas arranhou lentamente meu peito) foi quando
eu disse num gemido quase inteligível:
- Gabriella...
Ela colocou o dedo indicador na minha boca me
impedindo de falar.
- Shhhhhh... Deixa...
A respiração dela estava ofegante e entrecortada foi
quando percebi que a minha também estava.
Com uma mão nos seus cabelos e a outra nas costas,
fui inclinando lentamente a fazendo se inclinar comigo. Ela ajoelhou na cama
ainda encaixada em meus quadris tirou o vestido pela cabeça, ela estava com um
lingerie de renda preta que contrastava lindamente com sua pele branca. Ela
desabotoou o único botão de minha calça e começou a descer o zíper. Ela começou
baixar meu jeans lentamente, sorrindo e ofegando. Quando tirou completamente
(com minha ajuda é claro) voltou até mim e me beijou sentou em minhas coxas e
foi me arranhando lentamente do peito até a barriga e chegando ao elástico de
minha boxer. Foi quando bateram na porta, urrei em frustração, mais isso me fez
voltar à realidade. Enrolei-me em uma toalha molhei meu rosto e cabelo, fui até
a porta e abri até uma parte onde não mostrasse o quarto.
Era o mesmo homem que me fez parar com as bagagens
(estava ficando irritado com ele) ele disse:
- Desculpe incomodar senhor Santler, mais nós iremos
partir em cinco minutos, e o jantar será em uma hora.
- A tudo bem obrigado.
- Sim, vou avisar a Senhora Santler...
- Não! Deixe que eu avise.
- Tudo bem então, obrigado.
Fechei a porta, novamente entrei no quarto, ela já
estava vestida e sentada na cama com as pernas cruzadas, olhando para mim
exatamente como uma criança pidona. Ela sorriu e disse:
- Acabou com o clima não é?
Eu sorri, chegando perto dela.
- É mais...
Sorri mais ainda e ela percebeu meu tom de malicia e
sorriu também.
- Mas o que?!
Ela disse com ar de riso. Eu mordi os lábios para
não rir e disse:
- Mas com você eu esquento rapidinho.
Ela gargalhou e levantou espalmando a mão em meu
peito.
- A é? Bom, você vai ter que me pegar primeiro!
Quando ela terminou a frase me empurrou, me fazendo
cair de bunda no chão e saiu correndo pelo quarto. Levantei e corri atrás dela
até conseguir alcançá-la. Quando alcancei disse ofegando:
- Você corre rápido... Pra uma garota.
- Pra uma g...
Á interrompi com um beijo. No meio de beijo senti
uma guinada, o trem partiu, cai novamente e ela caiu por cima de mim. Ficamos
ali no chão conversando, brincando e nos beijando até dar a hora do jantar. Eu comecei
a colocar uma roupa mais apresentável e Gabriella me perguntou:
- O que você está fazendo?
- Me aprontando para o jantar!
- Ah, é! Tinha me esquecido. Vou me arrumar também.
Ela tirou um pedaço de graveto do bolso do vestido,
era sua varinha. Fiquei surpreso fazia alguns dias que não usávamos nossas
varinhas, já tinha até me esquecido. Ela conjurou uma de suas maletas e de lá
tirou um vestido preto com uma listra branca, do lado e um corte em “V” que
mostrava parte de sua perna.
Fomos até a o vagão do jantar. Arrastei uma cadeira
para Gabriella se sentar, ela se sentou e eu empurrei, antes de sentar em minha
cadeira pude ver que ela cruzou as pernas de um modo que o corte do vestido as
deixasse ainda mais aparente. Eu ri com seu ato mais ignorei. O mesmo homem
estranho que nos interrompeu no quarto e me interrompeu com as malas veio até
nós e nos deu cardápio e esperou até pedirmos. Eu e Gabriella estávamos
conversando animadamente, até um momento que ela me fez rir e eu virei à cabeça
para o lado oposto de nossa janela. Vi um homem olhando paras pernas dela
descaradamente sem ao menos olhar para cara de sua mulher! Foi quando Gabrielle
seguiu meu olhar e também notou. Ela colocou a perna que estava por cima por
baixo da outra e a que estava pro baixo por cima fazendo assim que o vestido
descesse e cobrisse sua perna.
O meu sorriso que antes saia muito fácil agora
estava muito escondido e não saia quase por nada. Tenho certeza que Gabriella
percebeu por que ela tentava a todo custo me fazer parar de olhar para o homem
ao nosso lado. Ela sabia que se eu continuasse com isso ia acabar dando briga,
e ela sabia também que eu brigava até a morte até por que para um bruxo matar
não é tão difícil. Não era bom me ver enfurecido.
Ela colocou delicadamente os dedos do meu queixo me
forçando olhar para ela, quando eu estava olhando bem nos olhos dela ela disse:
- É melhor você parar.
- Me de um bom motivo.
- Por que se você matar aquele cara será expulso do
trem! E eu vou ter que ir com você.
- Isso não é um bom motivo.
- E você perde a noite comigo.
Ela tinha um sorriso maroto. Eu não agüentei e ri.
- Tudo bem! Parei! Não olho mais!
Ela riu. E apontou com um aceno da cabeça “O
estranho”, foi como apelidamos o homem das maletas, chegando com uma garrafa de
vinho e o nosso jantar em um carrinho.
Nós comemos sem conseguir parar de rir, às vezes até
de gargalhar.
Quando terminamos de jantar Gabriella se levantou primeiro
e começou a desamarrotar o vestido, antes mesmo de eu conseguir levantar o
homem que não tirava os olhos dela deu uma bofetada em suas nadegas. E o que eu
menos esperava aconteceu, Gabriella deu um soco em seu rosto e um chute em suas
genitálias. O homem olhou para mulher apelando por socorro mais a mulher lhe
deu uma bofetada no rosto, agradeceu Gabriella e saiu pisando firme. Gabriella
olhou para mim risonha, eu estava boquiaberto e ao mesmo tempo orgulhoso. Ela
disse:
- Se não fosse eu seria você e eu não quero ninguém
morto.
Eu ri e seguimos para nossas cabines. Eu disse que
depois do que aconteceu era melhor ficarmos em nossas cabines separados, ela
concordou dizendo que também estava cansada.
Eu entrei e tomei um banho rápido, e no instante que
sai do chuveiro pude sentir que estava fazendo um calor infernal, e logo
lembrei que era verão. Abri a janela coloquei uma roupa leve e deitei o mais
esticado que pude. Era exatamente onze horas quando me deitei, ouvi três
batidas mais ignorei. Passado uns vinte minutos ouvi três batidas de novo
ignorei também. Na terceira vez que ouvi os barulhos assimilei que era na
cabine de Gabriella, levantei correndo e fui até lá abri a porta
silenciosamente, me escorri pra dentro e fiquei olhando Gabriella ali esparramada
na cama se mexendo e suando muito. Passado um cinco minutos ela levantou e foi
ate o banheiro molhou a nuca e o rosto tentando aliviar o calor. Andou até a
janela tentou abrir-la entendi o porquê das batidas fui até ela coloquei as
mãos na janela por trás dela e com um pouco de dificuldade abri, quando abri a
janela uma brisa fresca invadiu a cabine. Ela suspirou e se virou, a me ver
sorriu, agora mais próximo pude reparar, ela estava mesmo muito suada. Eu
perguntei:
- Por que você não me chamou ou usou sua varinha?
- Pensei que você estava dormindo! Não queria te
acordar. Não pensei nisso.
- Quem dormiria com um calor desses?
Quando terminei de dizer ela concordou abaixando a
cabeça suspirando cansada, eu tirei uma mecha de seu rosto e coloquei atrás de
sua orelha. Ela olhou bem nos meus olhos sorrindo e disse:
- Acho que vai esquentar mais.
Nós nos beijamos, ela tirou minha regata pela
cabeça, e também tirou a calcinha por de baixo da camisola, eu tirei a bermuda
e a boxer. Ela se recostou na parede do lado da janela eu me aproximei dela e
ela entrelaçou as mãos em volta do meu pescoço ergueu uma das pernas que eu
apoiei com uma das mãos. Deixando ela apoiada com só uma perna, na parede e em
meu pescoço. Fazendo meu membro ficar
bem na sua entrada por uns instantes, a penetrei lenta e levemente. Abafei um
gemido e ela tombou sua cabeça para trás fechando os olhos fortemente, ela
olhou pra mim sorrindo e me beijou. Naquela noite dormimos juntos.
Na manha seguinte senti um peso em meu tórax, mais
não abri os olhos, sabia que era Gabriella sentia a sua cabeça em meu tórax e
seu braço sobre minha barriga. Ela se moveu e começou alisar meu braço. Abri os
olhos e perguntei:
- Por que acordou tão cedo?
- Perdi o sono.
- A então quer dizer que eu tiro o sono das pessoas?
- Não
- Ah...
Ela me deu um beijo rápido e disse:
- É mais que isso...
Como ela estava só de lingerie e eu só de boxer,
recomeçamos o que havíamos terminado horas atrás.
Ainda estávamos ofegantes quando eu disse:
- Eu vou tomar um banho.
- Eu vou também.
Eu levantei e comecei a ir para o banheiro, com o
canto dos olhos a vi pegar sua camisola do chão, então pensei que ela iria para
sua cabine.
Liguei o chuveiro e deixei a água cair em meu rosto,
acho que depois de três minutos no banho senti uma coisa me envolver pelas
costas na cintura.
Puxei os braços dela para ela me soltar e me virei, ela
estava sorrindo, eu disse:
- Pensei que você fosse para sua cabine.
- Eu estou na minha cabine. E eu não disse isso,
como teve uma idéia absurda dessas?
- Eu vi você pegar suas roupas do chão.
- Eu também peguei as suas.
- Isso não vem ao caso.
- Você tem razão...
- É a segunda vez que você diz isso nesse trem,
parece que nesse trem eu tenho mais razão.
- Como eu estava dizendo! Você tem razão isso é o
menos importante agora.
Eu sorri e a beijei. Terminamos o banho e fomos para
cozinha para tomar café. Enquanto estávamos indo para cozinha eu disse:
- Se aquele pervertido colocar aquelas mãos sujas em
você de novo eu o jogo pela janela.
Ela riu virou pra mim andando de costas disse:
- Se você fizer isso eu não vou ter a chance de
socá-lo novamente.
Dessa vez quem riu foi eu. Coloquei as mãos na
cintura dela, ela ainda andava de costas. Ela me olhou nos olhos e eu a olhei nos
dela. Olhar nos olhos dela era a melhor sensação que existia, era como uma espada
me atravessasse ou como se eu pegasse fogo de dentro para fora. E acho que ela
tinha a mesma sensação.
Ela acabou esbarrando em uma mulher e isso nos fez,
melhor ainda, à fez despertar dos nossos devaneios, chegamos ao lado de uma
mesa e eu percorri o caminho inteiro com as mãos na sua cintura, não a soltei e
ainda olhava fixamente em seus olhos. Ela começou a abrir um sorriso cada vez
mais largo e disse:
- Impressionante!
Isso me fez
“acordar”
- O que?
- Seus olhos, seus olhos verdes parece que uma espada
me atravessa quando eu olho pra eles.
- Caramba! Eu ia dizer o mesmo dos seus!
- Mas meus olhos são azuis!
- Você me entendeu não se faça de boba.
Ela riu e nós nos sentamos. Tomamos o café bem
rápido, mas logo que terminamos lembramos que não haveria nada para fazer e
ainda teríamos três dias livres então fomos para a cabine dela. Sentei-me em
uma poltrona e comecei a ler um livro e ela começou a colocar roupas intimas e
vestidos me perguntando se estava bonita de quinze em quinze minutos. Quando
ela veio de lingerie branco, adorava ela de lingerie branca, eu disse
calmamente esfregando os olhos sob os óculos:
- Pare com isso.
- Por que estou feia?
Ela perguntou parecendo magoada.
- Não! É ao contrario! Você esta me deixando louco!
Ela riu com vigor, eu não agüentei e ri também. Mais
disse entre risos:
- É sério! Isso está me tirando à concentração, faz
uma hora que eu não consigo mais ler!
- Bom eu posso fazer você ficar concentrado.
Ela encaixou as pernas em meu quadril sentou em meu
colo entrelaçou a mão em volta do meu pescoço e me beijou. Deixei o livro cair
e envolvi os braços em volta de seu corpo a beijando mais ardentemente ela
gemeu e eu disse:
- Amor... Nós... Não...
Soltei-a e disse ofegando:
- Não. Se fizermos isso não teremos uma lua de mel,
não terá sentido termos uma.
- Eu sei, eu não ligo.
Ela tentou de novo, eu levantei rapidamente e disse:
- Mas eu ligo! Você é demais! Não posso resistir por
muito tempo. Não faça isso, por favor.
- Tudo bem então.
Ela vestiu uma camisola de seda azul clara que ai
até os joelhos
- Isso é truque sujo.
- Isso o que?
- Você sabe que adoro te ver de camisola.
- Você disse que não quer, então não vai ter!
- Mas você esta fazendo de propósito!
- Olha quer saber?! Eu vou tomar banho!
Ela levantou e colocando os polegares na cintura da
calcinha foi abaixando lentamente a parte por baixo da camisola empinando o
bumbum para mim, ainda de costas para mim ela tentou chegar ao feixe da
camisola não conseguindo alcançá-lo tentou tirar pela cabeça mais também não
conseguiu, bufou resignada e se virou pra mim, começou a caminhar em minha
direção, temi pelo que viria, quando chegou perto se virou de costa dizendo:
- Abre pra mim?
Levantou o cabelo e ficou esperando, olhando por
cima do ombro. Eu não fui não me movi, eu sabia que se me atravesse a abrir o
feixe eu não resistiria.
- Como é? Vai abrir?
Suspirei e comecei a aproximar as mãos do feixe,
antes dela virar a cabeça para frente novamente eu pude a ver soltar um risinho
olhei para o espelho do banheiro e pelo reflexo pude ver que ela estava
sorrindo.
Abri o feixe e a camisola caiu lentamente
escorregando e sobre seu corpo eu me afastei, ela bufou decepcionada e jogou o
sutiã em um canto e foi em direção do banheiro, antes dela conseguir alcançar a
porta corri até ela e a abracei e mordi o pescoço e orelha, subi minhas mãos de
sua barriga até os seus seios, apertei forçando-a contra mim, ela disse:
- Sabia que você não ai resistir.
- Cala boca... Vai ter vingança... Você vai ver...
Não perde por esperar.
Ela riu e eu a beijei.
- Você... Não vai... Ter coragem de... Fazer
qualquer... Coisa contra mim.
Ela estava ofegando.
- Não... Me...
Eu estava ofegando também. Parei e tomei ar.
-... Subestime.
Ela conseguiu o que queria, fizemos amor de novo.
Ela estava com a cabeça no meu peito quando eu disse:
- Esse não vai ser nosso passa tempo aqui.
- Por quê?!
Fiquei abismado.
- Como assim por quê? Você me pergunta como se não
fosse nada!
- Mais é tão bom.
Ela estava dizendo com uma voz que ela sabia que eu
adorava uma voz de macia e sensual uma voz de anjo. Ela apoiou o queixo em meu
peito e me fitou sorrindo. Eu adorava isso e ela sabia, na verdade ela sabia
que eu adorava tudo nela.
- É, é ótimo, mas não vamos ficar nisso para sempre.
- Tudo bem. Só de vez em sempre não é?
- É... Não! Quase nunca!
- Quase nunca? Você não vai resistir.
- Vou sim.
- Tudo bem! Já que você agüenta fica ai sozinho!
Finalmente consegui o que eu queria. Irritá-la,
levantei e corri até ela antes dela alcançar sua camisola. Agarrei a pelas
costas e mesmo ela falando que não queria a arrastei para cama sabia que ela
queria. Fizemos amor de novo.
Ela estava deitada inerte, me levantei ignorando a
sua brincadeira. Avisei que ia tomar banho e entrei no chuveiro. Quando sai ela
estava encolhida na cama abraçando as pernas. Andei até a cama subi e fui
engatinhando até chegar a ela quando cheguei perto tentei beijá-la, mas ela
virou o rosto se afastando. Eu perguntei:
- O que foi?
Ela gritou:
- Como assim o que foi?! Você praticamente me
estuprou!
- Como é? Repete por favor, acho que não ouvi
direito.
- Ouviu! E ouviu muito bem!
- Você esta louca?!
- Não! Não estou! Eu disse que não queria! Empurrei-te,
te bati e tentei te impedir! Mas você continuou.
- Mas você queria!
- Não, eu não queria!
- Mas você gostou!
- Não tive escolha.
Ela falava muito baixo agora e lagrimas escorriam em
abundância pelo seu rosto.
- É impossível! Um homem não pode estuprar a própria
mulher!
- Eu não queria Gregory. Disse isso, você me
estuprou, não tente discutir, você me obrigou fazer uma coisa que eu não
queria.
- Gabriella...
Eu estava arrependido. Ela disse resignada:
- Gregory, vá embora não quero mais conversar... Não
com você.
Eu pensei em implorar por perdão, mas iria piorar
ainda mais.
- Amor...
- Não me chame assim.
-Gabriella, você fez isso comigo, eu não posso fazer
com você?
- Não te obriguei a nada.
- Eu disse que não queria e você continuou, tentei
me controlar mais eu sou homem, tenho necessidades carnais e vontades. Eu pedi
para você esperar até chegarmos à Irlanda, mas você me ignorou. Não te
estuprei, é impossível. Sou casado com você. Você queria, sei que queria, sei
que queria por que estava sorrindo quando te segurei e continuou até se virar.
Eu vi.
Eu falava completamente esfalfado.
Eu me retirei da cabine dela e fui para minha, me
troquei e me deitei, não consegui dormir pensei em tudo que tinha acontecido.
Até que fui vencido pelo sono. De manha acorde e senti alguma coisa ao meu
lado, estava com o braço envolvendo-a. Abri os olhos e me surpreendi ao ver que
era Gabriella. Ela sorriu e disse em um sussurro extenuado.
- Me perdoa?
Eu fitei-a nos olhos e lhe dei um selinho e disse:
- Com uma condição.
- Qual?
- Se você me perdoar também.
Ela riu e concordou com um aceno da cabeça. Eu dei um
beijo nela e ela disse:
- Sabe de uma coisa?
- Hum?
- Eu gostei, eu queria.
Eu ri e perguntei:
- Como assim você gostou? Gostou do que?
- Você meio que me forçou, eu gostei disso, você no comando.
Foi diferente. Você faz tão gostoso por cima...
Ela riu e me abraçou.
- Quando você quiser é só pedir
Ela apertou o abraço. Nós nos sentamos na beirada da
cama.
- Quando você veio?
- Quando tive um pesadelo e descobri que não
conseguiria dormir sem você. Fiquei com saudade.
- Não sei como consegui dormir.
- Eu também não.
- Acho que você me deixou exausto.
Ela riu.
- Posso deixar de novo.
Ela sentou no meu colo dizendo:
- Dessa vez eu fico por cima.
Nós começamos a nos beijar e quando finalmente
encontrei o feixe de sua camisola nós ouvimos um barulho como se uma bomba
tivesse sido explodida atrás da porta. O susto foi tão grande que Gabriella
teria caído e batido a cabeça se eu não a tivesse segurado. Ela fechou a
camisola e eu abri a porta olhei pros lados e não havia nada nem ninguém. Vir-me-ei
para ela e disse:
- Amor, fique...
-Tsc, tsc, tsc, tsc... Nada disso! Se você acha que
vai me deixar aqui sozinha está muito enganado!
- E se você acha que eu vou deixar você sair assim
está muito enganada!
- Assim como?
Ela perguntou se medindo.
- De camisola exibindo essas pernas!
- Então vamos a minha cabine pegar uma roupa!
Eu ainda estava recostado na porta, titubeei um
pouco. Olhei para os lados fora da cabine e assenti acenando para ela vir. Na
cabine dela ela colocou uma calça jeans e uma bata preta e uma presilha de flor
na cabeça. Eu fui até ela e lhe dei um beijo estalado e demorado. Ela me fitou
e perguntou sorrindo:
- O que foi?
- Você é linda.
Ela corou. E eu disse:
- Vamos agora podemos ir.
Ela segurou minha mão e nós começamos a caminhar
pelos vagões abrindo as portas e procurando por pessoas.
Quando já havíamos olhado em cada vagão pelo menos
três vezes ela disse:
- Gregory não adianta! Não tem ninguém aqui! Eu
desisto!
- Vamos lá Gabriella, ainda não olhamos na cabine do
condutor. Tem que haver alguém pilotando esse trem!
- Erm... Gregory... Não se pilota um trem, se
controla.
- Tanto faz, vamos logo!
- Hey não grite comigo!
- Desculpe, mais vamos logo.
- Tudo bem, mais antes...
Ela me puxou pela gola da camisa me dando um beijo
estalado. Quando ela me soltou me senti meio atordoado. Demorei um pouco para
recobrar os sentidos me recostando na parede do corredor, ela me fitou com
curiosidade e me perguntou:
- O que você tem?
E eu respondi:
- Você me deixa atordoado.
Ela riu e me puxou pela manga recomeçando a andar
pelo trem.
Chegamos à frente da porta da cabine do condutor.
Puxei-a para trás fazendo ficar ligeiramente atrás de mim. Saquei a varinha que
estava no bolso do meu jeans e de soslaio a vi fazer o mesmo, aproximei minha
mão na maçaneta e ao mesmo tempo senti Gabriella segurar meu braço. Girei a
maçaneta e abri lentamente, um dementador nos esperava na cabine. Ele
subitamente flutuou em minha direção e começou a fazer um silvo rouco, comecei
a me sentir gelado e triste, podia sentir minha alma sendo sugada lembrei-me da
coisa mais triste em minha vida: Estava descendo as escadas chamando pela
minha mãe quando cheguei ao primeiro degrau do último ramo de escadas vi um
homem que a segurava pelo pescoço e a enforcava, ele olhou para mim com um
sorriso maníaco e disse “Diga as últimas palavras para sua mãe garotinho, pois
o seu pai não pode te ouvir mais” e minha mãe disse com a voz rouca e
entrecortada, “Filho eu te amo, fuja”. Eu terminei de descer os últimos degraus
correndo. Corri para a cozinha e pude ouvir o homem rir malevolamente e dizer
“Pode correr, mais não pode se esconder” eu fui até o apoiador de facas e
peguei a maior que pude, sai correndo por traz da casa entrei pela porta da
sala e corri até o homem e esfaqueei o braço que segurava o pescoço de minha
mãe ele a soltou e urrou de dor. Apontou a varinha para o braço e murmurou “Férula!”
uma atadura saiu da varinha dele e cobriu o braço. Eu estava ajoelhado sobre
minha mãe ela disse apontando sua varinha para o homem “Expelliarmus!” a
varinha do homem escapou de sua mão e caiu no chão. Ela me estendeu a varinha
dela dizendo “Pegue fuja, não volte, procure ajuda” Eu peguei a varinha da mão
dela e olhei para o homem ele estava alcançando a varinha, pode ver uma
tatuagem estranha em seu braço era uma caveira com uma cobra saindo da boca.
Apontei a varinha para o homem que riu com desdém e sacudi na esperança de sair
alguma coisa o homem gargalhou e apontou a varinha para mim, eu sacudi de novo,
chorando, um raio azul intenso saiu da varinha fazendo o homem girar no ar e
cair na mesa de vidro da sala cortando ainda mais o braço que estava com a
atadura. Eu corri, corri, corri muito até não agüentar mais e cair de joelhos
no chão de uma floresta... Acordei dos meus devaneios, os piores da
minha vida e chicoteei o dementador com a varinha, descobri que minha lembrança
não passou de meros segundos, terríveis segundos. Pensei em minha lembrança
mais feliz: Estava no primário brincando na caixa de areia, sozinho, até que uma
menina chegou sentou-se a minha frente e murmurou um “Oi” eu a fitei e senti
minhas bochechas ficarem quentes respondi “Oi” ela disse “Meu nome é Gabrielle.
E o seu?”... Voltei dos meus devaneios, dessa vez feliz, com um estampido,
Gabrielle lutava com uma mulher. Gritei:
- Expecto Patronun!
Uma luz branca em forma de leão saiu pulando em cima
do dementador fazendo-o voar pela janela da cabine. Mirei na mulher que
Gabriella lutava ferozmente e gritei:
- Incarcerous!
Uma corda amarela grossa saiu de minha varinha e
envolveu a mulher fazendo a varinha lhe escapar da mão e cair no chão,
Gabrielle bufou tirando uma mecha do rosto e disse:
- Eu tinha tudo sobre controle. Podia acabar com
ela.
- Eu sei que podia mais precisamos dela.
- Pra que?!
- Interrogar.
Eu andei até ficar ao lado de Gabriella, a mulher
disse:
- Vocês não vão me interrogar.
Gabriella lhe deu um chute nas costelas e gritou:
- Cala boca vagabunda! Você não pode nos impedir!
Você viu o que fez comigo?
Ela se referia a o corte do braço que sangrava e
pingava no chão. Eu olhei para ela indignado ela me olhou e disse:
- Que foi?! A gente nem tem paz! Ela me corta, e eu
não nem ao menos posso falar mal dela?! Não vem passar sermão agora, não!
Eu ri pelo nariz e me voltei a ela a tempo de vê-la
tirar uma pílula preta entre os dentes e a bochecha morder e dizer:
- Eu disse que vocês não me interrogariam.
Tentei tirar a pílula mais era tarde, ela morreu.
Abracei Gabriella a fim de não a deixar ver aquilo,
a mulher se decompunha velozmente o rosto dela emagrecia a cada segundo ficando
negro e se tornando puro osso depois começou a virar pó um pó negro como cinzas
e o pó se desfizeram como se estivesse ali há muitos anos. Recomeçamos a andar
pelo trem, chegamos ao último vagão abri a porta, havia uma espécie de sacada
com uma grade bem baixa. Fechei a porta e olhei pela janela, era uma coisa
terrível de se ver, algum tipo de feitiço prendia todos os passageiros na
parede externa do trem eles estavam mortos. Regredi dois passos e impedi que Gabriella
olhasse, voltei a andar mais ela não, senti no meu pulso uma leve guinada me
impedindo de andar. Fitei-a e ela disse olhando ao longe:
- Por que não aparatamos?
- É uma boa idéia, mas...
Ela me interrompeu segurando apertando meu pulso e
apontando para onde olhava. Vir-me-ei e vi o homem “estranho” à frente da porta
da cabine do condutor agora com uma camisa preta de manga curta podia ver a
tatuagem em um dos braços e a cicatriz em outro. Reconheci imediatamente o
homem que tinha matado a minha família e senti uma fúria inexplicável e
aparatei a frente dele, senti um vento e de soslaio vi Gabrielle ao meu lado
com a varinha em punho, o homem disse:
- Bom dia Gregory.
Eu respondi ironicamente:
- Oh, meu dia esta ótimo! E o seu?
- Também. Agora melhor.
- Como eu não pude perceber que era você?
- Você estava ocupado com a sua vadiazinha.
- Não ouse falar dela!
- Eu sonhei tanto com esse momento, ago...
- MALDITO! MATOU MINHA FAMILIA POR PURO PRAZER! O
QUE QUÉR COMIGO?!
- Eu quero terminar o que comecei, agora tem um
extra, vou poder matar dois Santler’s.
Não pensei nem pestanejei quando gritei:
- Sectusempra!
Ele não teve tempo de se defender, só de desviar, o
feitiço acertou seu ombro fazendo um corte profundo. Ele urrou de dor, eu disse
sarcasticamente:
- Use a férula.
Ele riu e murmurou.
- Você tem a audácia de me atacar sem ao menos fazer
reverencia?
- Você matou minha família de um modo sujo, chegando
pelas costas, e lançando uma maldição imperdoável, agora quer fazer de acordo
com as regras?
- Sim, acho justo para você.
- Justo para mim seria pegar a mesma faca que te
cortei uma vez e te matar lentamente.
- Você tem uma alma ruim, eu...
- Eu tenho uma alma rancorosa e vingativa, não sou
ruim. Só acho que você merece.
Gabriella perguntou como se uma criança pedisse para
contar uma história para dormir.
- Qual é o seu nome?
O homem a fitou com curiosidade e disse:
- Meu nome é Steven, Steven Tyler. Por quê?
- Naturalmente em lapides existem os nomes dos
mortos.
Ele começou a sorrir e esse sorriso começo aumentar
gradualmente até virar uma risada e uma gargalhada.
Eu gritei:
- CHEGA! GABRIELLA APARATE DAQUI! VOCÊ PARE DE
RIR E LUTE COMO HOMEM!
- Eu não vou sem você Gregory.
Olhei para ela mais notei que ela tinha uma
expressão inflexível. Assenti e disse:
- Tudo bem mais se proteja
- Ótimo Gregory! Depois que eu te matar, eu vou
aproveitar um pouquinho da “Senhora Santler”
Eu senti meu rosto inteiro queimar, vi pelo reflexo
da janela, fiquei rubro. Gritei:
- Império!
Senti uma queimação subir da varinha pelo meu braço
e tomar conta de mim. Então ordenei:
- Curve-se!
Ele se curvou relutante. Eu murmurei:
- Finite Encantatem.
- Viu Gregory, você é igual a mim, talvez pior. Não
quero te matar, poderia fazer bom proveito de você, mais não tenho escolha.
Ele gritou:
- Impedimenta!
Com um aceno da varinha fiz o feitiço voltar contra
ele, foi como se uma parede em movimento tivesse se chocado contra ele.
- Naquela época eu era uma criança, eu fiz o que fiz
com você, nem ao menos tinha varinha, não sabia o que estava fazendo. Imagine o
que eu posso fazer agora.
Ele se levantou e eu gritei:
- Lacarnun Inflamare!
Ele desviou por um milésimo caindo atrás de um dos
bancos. A partir daí começamos uma troca de feitiços intermináveis onde eu
comecei com o:
- Everte Statum!
- Impedimenta!
- Expelliarmus!
- Protego
- Estupefaça!
- Protego!
- Petrificus Totalus!
- Impedimenta
- Reducto!
- Protego
- Sectusempra!
Aceitei-o com o último, ele caiu tendo espasmos
sangrando muito. Eu disse:
- Viu? Você é um velho podre, e inútil.
- Ainda... Dou... Para... O... Gasto... Cof.
Respondeu entre tosses.
- Da pro gasto?! Você nem me acertou!
Eu ri pelo nariz e continuei:
- Não preciso ficar discutindo com você quem é
melhor em batalhas, afinal eu ganhei.
- Isso... Não... Quer... Dizer... Que... Vai... Cof,
Cof... Continuar... Vivo... Cof.
- Como é?
- Você acha... Mesmo que... Eu não tenho... Um
plano... Cof... B?
- De qualquer forma não vai funcionar.
Eu respondi beijando o topo da cabeça de Gabrielle e
a abraçando.
Ele deu a última tossida e ficou inerte no chão, no
mesmo momento a cabine do condutor se abriu e dezenas de dementadores começaram
a entrar. Mas não me queriam, queriam Gabriella. O Trem parou no mesmo momento
que ela lançou um patrono uma leoa pulou mordendo cada um dos dementadores. A
porta se abriu e caímos no chão da plataforma os dementadores pararam à porta e
sumiram. Estávamos muito machucados. Para tentar pegar Gabrielle os
dementadores jogaram mesas e cadeiras, fiquei com um corte na testa, na boca e
nos braços. Ela tinha um corte na testa. Ela disse:
- Você esta sangrando.
- Não importa, o importante é cuidar do seu
ferimento.
O ferimento dela era mais grave e sangrava
abundantemente. Nós estávamos abraçados sentados no chão. Eu segurei a mão dela
e aparatamos para a nova casa.
Chegando lá corri até a pia rasguei a manga da
camisa molhei e voltei até Gabrielle. Ela estava sentada, no piso praticamente
deitada, muito pálida e fraca, forçou um sorriso para mim e disse:
- Estou bem, não se preocupe.
- Amor você não esta bem.
Ajoelhei ao lado dela e comecei a limpar o ferimento
em sua testa entre resmungos do tipo: “Ai! Devagar! Cuidado!”.
Quando terminei de limpar o sangue apontei a varinha
para ela e disse:
- Férula!
Uma bandagem curta cobriu o corte com fitas e
esparadrapos. Levantei-me e comecei a conjurar e transfigurar mobílias conjurei
um sofá branco de couro, uma mesa de vidro, e algumas estantes. Peguei
Gabrielle no colo e a depositei no sofá, ela estava pálida e fraca, mas mesmo
assim disse tentando levantar-se:
- Você está ferido, deixe que eu cuide disso.
Segurei-a rapidamente impedindo a de levantar, e
disse:
- Você está fraca meus ferimentos podem esperar você
tem que comer alguma coisa e dormir.
Ela tentou me questionar mais, mais a interrompi
dizendo:
- Acho que tem uma mercearia a alguns kilometros
daqui, vou comprar algumas coisas, tente não se mexer. Olhei para ela esperando
resposta, ela abriu e fechou os lábios várias vezes umedecendo-os e disse:
- Gregory... Água... Estou com sede...
Dei dois passos até a cozinha, mas lembrei que não
havia copos, conjurei um e proferi:
- Aguamenti!
Da varinha água saiu e o copo se encheu rapidamente.
Coloquei na mão dela delicadamente e apoiei a base, ela bebeu tudo em um único
fôlego, agradeceu e fez sinal para eu ir.
Estava certo, havia uma mercearia a quatro
kilometros da casa, comprei vários mantimentos, copos e um kit de primeiros
socorros.
Sai da mercearia, dei a volta encostando-se à
parede, aparatei na sala, Gabriella estava inerte com os olhos cerrados no sofá
da mesma maneira que a deixei, soltei as sacolas e corri até ela, pude ouvir os
copos quebrarem ao baterem no chão. Dei uma sacudidela chamando por ela, ela
abriu os olhos lentamente me fitou e disse:
- O que foi?
- Eu pen... Pensei... Eu pensei que...
- Eu só cochilei, já estou me sentindo melhor, mas
estou com fome.
Eu ri pelo nariz me levantei recolhendo a sacola,
excerto as dos copos quebrados, foi até a cozinha e voltei despejei os copos
quebrados no piso e murmurei:
- Reparo!
Os copos começaram a se reconstituir até ficarem
como novos. Gabrielle tinha um olhar de surpresa, ela disse:
- Isso é incrível!
Eu olhei para ela sorrindo e disse:
- Amor esse é um feitiço normal, não há nada de mais
nele.
- Feitiço? Como se isso fosse uma coisa normal de se
fazer. Isso até parece magia!
- Pare de brincar, você sabe muito bem, talvez até
melhor que eu, que isso é magia!
- Desculpe, mais não sei, na verdade não sei o que
estou fazendo aqui. Nem muito menos quem é você.
- Amor pare de brincar, você esta me assustando.
- Pare de me chamar assim. Eu mal te conheço para
você me chamar de amor.
Eu não podia acreditar, ela tinha uma expressão
completamente séria e surpresa. Ela não estava brincando.
- Qual é seu nome?
Ela parou e me fitou curiosa, ficou me olhando
abrindo e fechando a boca, depois começou a olhar em volta como se a resposta
estivesse ali. Passado um tempo ela disse:
- Eu... Eu... Não sei!
Segurei-me para não chorar, tinha que ser forte
naquele momento.
- Você não esta brincando mesmo?
- Não! Eu não me lembro!
- Tudo bem! Olhe eu não vou te machucar não vou te
obrigar a nada. Sou seu amigo...
Dizer a palavra “amigo”
invés de “marido” me doeu muito.
- Sim, eu não sei por
que mais eu te acho confiável.
- Tudo bem, está com
fome?
- Sim.
Eu não conseguia
absorver aquilo, achava que uma hora ela ai dizer que estava brincando comigo e
parar com aquilo. Mais no fundo sabia que não seria fácil assim. Fui para
cozinha e preparei um prato rápido, com ajuda da varinha claro. Enquanto estava
na cozinha a ouvi perguntar da sala:
- Ér... Eu ao sei como
perguntar isso mais... Como é meu nome?
Eu respondi da cozinha:
- É Gabriella! Mas todo
mundo te conhece como Ysis.
- Ysis?! Gostei.
Ouvi passo e ela entrou
na cozinha, sentou-se à mesa recentemente transfigurada e perguntou:
- E quem eu sou?
- Você é uma bruxa, com
tendências vampiras, mais uma bruxa. E muito famosa, aliás.
- O que eu faço?
- É professora.
- De quê?
- Adivinhação.
- Quantos anos eu
tenho?
- Você completou vinte
e dois a dois meses
- E você, quem é?
- Gregory, Gregory
Santler
- E o que você faz?
- Sou professor também.
- De quê?
- Defesa Contra As
Artes Das Trevas.
- E quantos anos você
têm?
- Completei vinte e
dois a três meses.
- Você não me disse seu
apelido, nem meu sobrenome.
- Meu apelido é Yest, o
seu sobrenome é San...
- San?
- Não, eu quis dizer...
- Complete.
- Completar o que?
- Eu sei que você
esconde alguma coisa de mim, só não sei o que é.
- Santler.
- Mais é o mesmo
sobrenome que o seu.
- Sim.
- Isso quer dizer que
somos...
- Exatamente.
- Mais como eu não me
lembro de você?!
- Você levou uma pancada
forte na cabeça, acho que perdeu a memória.
- Há quanto tempo
estamos casados?
- Uma semana e meia,
estamos em lua de mel.
Ela não falou mais
nada. Simplesmente fitou a quina da mesa como se fosse muito interessante.
Depois de um silencio
quase palpável ela disse:
- Eu sou mesmo uma
bruxa?
- Sim.
Respondi.
- Aquelas tipo “Abracadabra”
e uns coelhos aparecem?
- Não é bem assim, mais
é quase isso.
- E como eu faço magia?
- Com sua varinha!
- E onde esta?
- Procure em suas vestes.
Vi ela olhando e revirando as vestes procurando a
varinha, depois de uns segundos ela bufou resignada e disse:
- Não encontro!
- Você não está procurando direito.
Aproximei-me dela e coloquei a mão por sob suas
vestes um pouco a cima das costelas me inclinado para alcançar segurei a
varinha e a fitei, só naquele momento percebi que estávamos muito próximos, tão
próximos que podia sentir sem hálito quente e doce que estava cada vez mais
rápido, eu estava se aproximando dela e ela de mim, virei o rosto e pigarreei
constrangido. Puxei a varinha, e a entreguei, ela revirou e revirou a varinha
com curiosidade e olhou para mim sem saber o que fazer.
- O que eu faço com isso?
Eu olhei em volta e peguei um copo, depositei em
cima da mesa apontei a varinha para ele e disse:
- Reducto!
O copo se partiu em vários pedaços se espalhando
pela mesa. Eu disse:
- Conserte o copo. Diga “Reparo” apontando a
varinha para ele.
Depois de vários minutos quebrando e consertando o
copo ela conseguiu.
- Ótimo! Você é melhor do que muito bruxo mais experiente.
- Obrigada... Eu acho.
- O jantar está pronto, vamos comer.
Coloquei dois pratos de porcelana na mesa e duas
canecas, era uma jantar, simples, carne, verduras e cerveja amanteigada, o que
não era difícil de fazer.
- Está ótimo! Você cozinha muito bem!
- Foi o que eu consegui fazer com o que eu achei
naquela mercearia trouxa.
- Trouxa?
- Ah, é quem não é bruxo.
Terminamos o jantar em um emudeço terrível, mandei
ela se sentar no sofá em quanto eu conjurava moveis pela casa. Conjurei móveis
para os quartos, mais para a cozinha, mais para sala, até a casa parecer ao
menos aconchegante.
Eu desci e disse que o quarto estava pronto, era o
primeiro da direita, o banheiro também estava pronto era o último à esquerda.
Ela falou sem se levantar:
- Mas eu não tenho roupas.
- Ah, é verdade! Eu também não.
Eu conjurei nossas malas. E as levitei até os
respectivos quartos, ela subiu e eu fui subindo ao lado dela, ela parou frente à
porta e disse sem olhar para mim:
- Pensei que fossemos casados.
- E somos.
Respondi.
- Então por que estamos em quartos separados?
- Achei que seria estranho você nem se lembra de
mim!
- Tem razão.
Eu sorri, lembrei-me da última vez que ela disse
isso, no trem, não pude resistir a uma melancolia repentina, dei passo à frente
mais parei quando ela disse:
- Obrigada...
Inclinei-me para traz apoiando-me no batente da
porta e olhei para ela curioso. Ela disse:
- Por me ajudar, por me compreender, por não tentar
se aproveitar de mim.
- Eu te compreendo por que te conheço a mais de dezesseis
anos. Você me ajudou na hora que mais precisava. Eu que devia te agradecer.
Ela sorriu e entrou no quarto.
Entrei no quarto e comecei a arrumar minha mala,
ouvi passo do lado de fora e o barulho do chuveiro sendo ligado. Depois de uns
minutos, peguei meu pijama e resolvi tomar um banho, pois já vazia alguns
minutos que não ouvia barulho de chuveiro. Sai e topei com Gabrielle. Ela caiu
de costas, eu tropecei e cai dentro do quarto. Ouvi um “ai” me levantei
ignorando a dor e corri par ajudá-la. Levantei-a segurando os pulsos dela. Ela
estava com a toalha nas mãos e uma camisola azul linda de seda que ai até os
joelhos com duas fitas de cetin que seguravam a camisola no ombro. Admirei-a
boquiaberto, eu sei que ela não sabia mais adorava aquilo. Depois de um tempo
perguntei:
- Machucou?
- Não, foi só a pancada mesmo.
- Ahn...
- O que foi?
- Não, nada, é que...
- Eu posso ter perdido a memória mais sei quando você
esta escondendo alguma coisa. Sou casada com você! Pode me dizer!
- É que você está linda, eu adoro você com camisola.
Ela ficou rubra, eu ainda apoiava seus pulsos nas
mãos quase abertas. Soltei as mãos dela e a segurei a pela cintura, eu a olhava
ternamente, comecei a me aproximar, alguma coisa em minha cabeça dizia para
parar mais eu não conseguia, simplesmente não conseguia. Ela também se
aproximava, encostei a testa na testa dela, o nariz no nariz dela e a beijei,
delicada e carinhosamente. Quando eu a soltei ela tinha lagrimas nos olhos,
mais sorria ao mesmo tempo. Eu fiquei preocupado e perguntei:
- O que foi?
- Eu vi flashes de todas as vezes que te beijei.
Eu não conseguia dizer nada, só:
- Então você está se lembrando?
- Não sei exatamente, eu só lembrei-me disso, mais
não de tudo.
- Tudo bem, nós temos que descansar.
- Você não vai dormir assim!
- Eu estou indo tomar banho, não se preocupe!
- Eu me referia aos seus ferimentos!
- Nossa eu tinha esquecido completamente deles. Tudo
bem eu tomo um banho primeiro, depois faço um curativo.
- Deixe que eu faça! Você tem me ajudado tanto e eu
não fiz nada!
- Tudo bem, deixe-me tomar banho primeiro, depois
você faz.
Ela enrubesceu
Vir-me-ei sorrindo e parti para o banho, alguns
minutos depois senti algo me envolver pelas costas, me virei e vi Gabrielle,
parcialmente nua. Perguntei:
- O que você está fazendo?
Ela respondeu com um olhar confuso:
- Não sei. Sinceramente, não sei.
Comecei a me aproximar dela, quando estava a
centímetros de seu rosto, parei a olhei nos olhos e pergunte:
- Tem certeza disso?
Estávamos tão próximos que mesmo com a água caindo
em nossos rostos podia sentir o seu hálito doce de menta. Eu estava ofegando.
Ela respondeu:
- Essa é a única coisa que tenho certeza desde que
acordei.
Os centímetros que nos separava foram preenchidos
tão subitamente que me surpreendi e imaginei que a distancia que nos separava
era menor do que eu pensava.
Peguei-a pelas coxas e ela me enlaçou na cintura
enquanto nos beijávamos, ela desligou o chuveiro com uma das mãos enquanto a
outra bagunçava ainda mais meus cabelos. Soltei-a no chão, coloquei uma toalha
em volta de nós. Entre beijo nós fomos para meu quarto. Dormimos juntos naquela
noite.
Acordei na manhã seguinte e estiquei o braço para
abraçá-la. Ela não estava lá, sentei subitamente, ela estava encostada no
batente na porta sorrindo com uma bandeja de café nas mãos. Eu exclamei:
- Nossa! Meu desempenho foi tão bom assim para ter
esse tratamento de rei?
Ela gargalhou e disse andando até mim:
- Você nem é convencido não é?
- Não. Na verdade estou pegando leve.
Ela gargalhou novamente sentando ao meu lado na
ponta da cama. Fitou-me e disse:
- Sim.
- Sim o que?
- Sim, seu desempenho foi ótimo.
Dessa vez quem gargalhou foi eu.
Olhei para meu prato e me surpreendi, ela tinha
feito meu prato favorito. Ovos Benedict, bacon canadense, chá gelado e algumas uvas.
Eu sorri afortunado. Ela perguntou:
- O que foi não gostou?
E eu afirmei:
- Isso responde minha pergunta.
- Que pergunta?
- Se você havia se recobrado a memória.
- Sim.
- Sim o que?
- Sim, eu me recordo.
- Vo-vo-você... Você... Re-recobrou a memória?
- Sim, somente parte dela.
Eu a abracei e a beijei dizendo:
- Que parte?
- Os meus primeiros onze anos, parei na nossa
primeira vez.
Senti minhas bochechas queimarem, tenho certeza que
fiquei rubro, pois ela riu.
- Não queria lembrar-me disso!
- Por quê?
- É constrangedor!
- Por quê?
- Por que eu não sabia o que fazer! E Hogwarts não é
lugar de fazer essas coisas.
- Eu também não. Nós éramos só adolescentes, era
justificável.
Eu ri.
- Eu me lembrei de quando nos conhecemos
- Eu me lembro daquele dia como se tivesse
acontecido hoje.
- Por quê?
- Eu criei uma barreira para ninguém, ninguém,
atravessar! Você passou por ela como se ela não existisse, simplesmente entrou,
quando se sentou em minha frente, sabia que te amava.
- Ahn! Que fofo!
Eu ri e ela disse:
- Eu não me lembro da sua história ou você nunca me
contou?
- Você não se lembra.
- Me conta?
- Tudo bem, eu conto. Mais é uma história triste.
- Tudo bem. Você pode contar, eu estou aqui com
você.
- Eu era um menino normal, claro, um menino normal
de uma família bruxa, brincava com meu pai, com minha mãe, nosso cachorro.
Quando tinha quatro anos fiz minha primeira magia, levitei o sofá onde meus
pais estavam sentados para pegar um brinquedo meu. Aos cinco anos, estava
descendo as escadas chamando pela minha mãe, quando cheguei ao primeiro degrau
do último ramo de escadas vi um homem que a segurava pelo pescoço e a
enforcava, ele olhou para mim com um sorriso maníaco e disse
“Diga as últimas palavras para sua mãe garotinho, pois o seu pai não pode te
ouvir mais” e minha mãe disse com a voz rouca e entrecortada, “Filho
eu te amo, fuja”. Eu terminei de descer os últimos degraus correndo.
Corri para a cozinha e pude ouvir o homem rir malevolamente e dizer “Pode
correr, mais não pode se esconder” eu fui até o apoiador de facas e
peguei a maior que pude, sai correndo por traz da casa entrei pela porta da
sala e corri até o homem e esfaqueei o braço que segurava o pescoço de minha
mãe ele a soltou e urrou de dor. Apontou a varinha para o braço e murmurou “Férula”
uma atadura saiu da varinha dele e cobriu o braço. Eu estava ajoelhado sobre
minha mãe ela disse apontando sua varinha para o homem “Expelliarmus” a varinha
do homem escapou de sua mão e caiu no chão. Ela me estendeu a varinha dela
dizendo “Pegue fuja, não volte, procure ajuda” Eu peguei a varinha da
mão dela e olhei para o homem ele estava alcançando a varinha, pode ver uma
tatuagem estranha em seu braço era uma caveira com uma cobra saindo da boca.
Apontei a varinha para o homem que riu com desdém e sacudi na esperança de sair
alguma coisa o homem gargalhou e apontou a varinha para mim, eu sacudi de novo,
chorando, um raio azul intenso saiu da varinha fazendo o homem girar no ar e
cair na mesa de vidro da sala cortando ainda mais o braço que estava com a
atadura. Eu corri, corri, corri muito até não agüentar mais e cair de joelhos
no chão de uma floresta. Fiquei na floresta perdido por dias, comendo o que
achava, quando um homem me achou, cuidou de mim e me escravizou, ele me fazia
limpar lavar e cuidar dos animais. Quando fazia algo errado ele me espancava,
cuidava dos meus ferimentos para eu continuar trabalhando, um dia eu deixei uma
galinha escapar, ele me deu o primeiro soco, então o matei, matei com um
feitiço que lhe fez muitos cortes que sangravam muito. Então peguei tudo que
precisava e andei pela floresta até achar a estrada. Um carro parou e uma
mulher loira de aparência de uns quarenta e sete anos me levou para casa dela,
cuidou de mim até que eu melhorasse. Ela ficou grávida e muito relutantemente o
marido a fez me colocar em um orfanato, sem querer virei autodidata, descobri
sobre a emancipação, fui a até a justiça e eu consegui me emancipar. Recebia
uma pensão de três mil por mês do governo, então me matriculei naquela escola
que por fim nos conhecemos.
Ela estava com os olhos cheios de lagrimas.
Beijou-me e disse:
- Eu não lembrava, preferia não ter lembrado. Agora
entendo por que você é tão poderoso.
- Passado é passado, vamos viver o presente e apenas
imaginar o futuro.
- Tudo bem Senhor Poeta.
Eu ri e a beijei, terminamos o café juntos.
Descemos, e ela insistiu cuidar dos meus ferimentos.
Depois que finalmente nos restabelecemos peguei todos os livros que consegui
conjurar e desatei a procurar todos os feitiços e poções de reversão de complicações
da memória. O primeiro livro que peguei era o “Obliviate, teoria de ação e
reversão”. Li o livro por
horas, de vez em quando via Gabrielle passando arrumando alguma coisa para
fazer. Ou ela parava atrás de mim me beijava a nuca (o que me arrepiava e me excitava
muito) dizendo frases como “Descansa um pouco”, “Solte esse livro”, “Me
ajuda em uma coisa”. Em uma das vezes que ela disse “Me
ajuda em uma coisa”, o que não foram poucas, ela gritou do quarto,
quando subi lá ela estava de camisola deitada na cama com uma taça de vinho nas
mãos. Eu disse:
- Como você pode pensar nisso em um momento como
esse?
Ela me respondeu:
- Você mesmo disse: Passado é passado, vamos viver o
presente e apenas imaginar o futuro.
- Hey, não use minhas frases poéticas contra mim!
- Isso me fez pensar, que frase marca sua vida?
- Fear
is a luxury
- O medo é um luxo. É bem marcante mesmo.
- E a sua?
- Não lembro!
- Ah, desculpe.
- Qual é?
- O que?
- Minha frase!
- A sim, é “Daí ela se lembrou de como é ser forte. Ela
enxugou suas lagrimas e sorriu. Sim, sorriu, porque ela sabe que algo melhor
está por vir. Ela sabe”.
- Impactante.
Silencio nada mais. Simplesmente silencio, um
silencio quase palpável. Onde nós nos olhamos apaixonadamente, parecia que
praticávamos telepatia, por que a entendia muito bem, sabia o que ela queria. Nós
nos beijamos ardentemente, ela foi deitando de costas na cama e eu fui me
inclinado com ela. Com um ofego parei abruptamente, fitando-a ainda muito
próximo dela, ela me olhou confusa e disse:
- Por que parou?!
- Só queria ter certeza que era você mesmo que
estava beijando.
- Sou eu, sempre vai ser.
- Espero que sempre seja mesmo.
- Vai ser sempre, sempre.
Deixei-a terminar fitando-a quando ela terminou a
beijei ardentemente. Ajoelhei-me na cama com ela entre as pernas tirei a camisa
pela cabeça, afrouxei o cinto e com um movimento hábil tirei a calça, ela ria
abobadamente. Voltei e distribui vários beijos pelo seu pescoço e busto.
Comecei a tentar abrir os botões de sua camisola (ela teve que se sentar para eu
conseguir).
- Amor...
Ela protestou agarrando meu ombro com força e me
beijando ternamente ali.
Finalmente consegui abrir os botões de sua camisola
e com um movimento preciso joguei-a num canto do quarto, fiz com que ela
deitasse atravessada na cama.
Gabrielle fechou os olhos, abriu a boca um pouco,
enquanto eu a observava atentamente. Eu pensei “Tão linda, tão perfeita... e
minha!”. “Minha mulher!”
suspirei alto e toquei delicadamente com as pontas dos dedos os seus seios.
Toquei como se fosse algo precioso, e era precioso, único. Continuei com o
gesto, até a barriga dela, barriga que um dia acolheria meus filhos. Sorri ao
pensar em filhos, sempre discutíamos sobre os nomes deles.
- Gregory...
A voz dela o me trouxe ao memento novamente.
-... Ame-me agora!
Sorri e continuei minha “exploração” com os dedos
no corpo de Gabrielle. Encontrei uma barreira, a calcinha, logo me livrei dela.
Meus dedos exploravam livremente a área mais secreta dela. Ela gemia, tremia e
se contorcia inebriada de prazer.
Eu disse:
- Seja mais paciente, Amor. Temos tempo!
Fiz mais carícias mais ousadas e ela arfou, quase
gritando. Eu continuei:
- Vou amá-la com calma, dessa vez explorarei cada
parte do seu corpo.
- Gregory, por favor...
A ouvi gemer novamente ao sentir os meus toques em
seu corpo.
- Gabrielle.
Livrei-me de sua última parte de roupa, deixando
explícito todo o desejo que meu corpo sentia por aquela mulher.
Era como se estivéssemos sendo possuídos por uma
magia muito forte, tamanha a necessidade e a urgência que sentíamos um pelo
outro. Ela queria me marcar, suas unhas me cravaram forte as costas. Soltei um
gemido rouco, que misturava prazer e dor.
- Você é tão linda!
Murmurei consciente que nenhuma outra mulher era
mais linda que ela. Ela balbuciou:
- Ah... Gregory, eu não... Eu preciso
Ela suplicou sentindo que não teria mais forças para
agüentar aquela tortura.
- Ah!
Gabrielle gritou quando sentiu o calor de meus
lábios deslizando por suas coxas, subindo para seu local mais sensível e
atiçando fogo dentro dela. Começou a mover-se freneticamente, seu corpo todo
tremia a cada investida que eu dava. Eu adorava deixá-la fora de controle. Ela
era sempre tão segura de si própria sempre tão decidida e controlada...
- Gregory!
Meu nome mal saiu de sua boca, pois estava
totalmente envolvida no prazer que eu lhe proporcionava enquanto a beijava de
uma íntima e enlouquecedora.
Eu não deixei a relaxar, fui subindo, beijando sua
barriga, mordiscando os mamilos rosados e duros.
- Ah!
Um gemido de protesto escapou dela quando me afastei
por um instante, somente pra me posicionar sobre o corpo dela.
Eu sorri e a beijei nos olhos, logo passei para a
boca, provocando-lhe, até que ela me agarrou, trazendo-me para junto de si.
- Gregory, por favor...
Ela suplicou mais uma vez. Já não podia esperar.
Então me ergui sobre ela e lentamente a penetrei,
sem desviar os olhos dela. Senti espasmos nos envolver. Gabrielle ofegou e
começou a mexer-se acompanhando meu ritmo.
Os movimentos iniciaram se vagarosamente, aos poucos
foram ficando mais e mais rápidos, até que Gabrielle envolveu as pernas em
volta de meus quadris, forçando-me a ir mais fundo.
Ela fechou os olhos e os abriu em seguida
encontrando os meus. Eu procurei suas mãos e entrelacei meus dedos nos dela,
procurei sua boca pra um beijo doce e ao mesmo e insaciável, ao mesmo tempo em
que uma explosão tomou conta dos nossos corpos suados. Alcançamos juntos os
ápices do prazer.
Eu deixei meu peso cair sobre o corpo dela, ela
suspirou feliz e satisfeita e deslizou os dedos em meus cabelos.
- Foi incrível! Ah, não, fica!
Gabrielle protestou quando tentei me afastar.
- Sou pesado
Justifiquei rolando-me para o lado. Ela virou-se
para ficar de frente para mim, enganchando uma das pernas com a minha.
- Sabe Sra. Santler, estamos ficando cada vez
melhores!
Ela riu:
- Hum... Sr. Santler, eu acho que precisamos de uma
segunda dose para tirar a prova!
- Você tem dúvidas? A próxima será melhor ainda!
Falei deslizando a mão pelas costas dela.
- Mal terminamos essa e já está pensando em outra?!
- Eu disse que para imaginar o futuro.
Ela riu. E eu continuei
- Somos bons! Muito bons nisso! Cada vez melhor!
- Eu sei
Ela disse enquanto acarinhava meu peito. E continuou
- Mas às vezes tenho dúvida
- Ah!
Fiz-me de ofendido e disse:
- Sra. Santler, não brinque comigo!
- Estou exausta, Gregory.
Eu ri da careta que ela fez. Ela prosseguiu:
- O dia foi cansativo!
- Tem razão. Você tirou minhas últimas forças!
- Mas vou adorar dormir agarradinha com você, Sr.
Santler!
Ela se aninhou em meu peito. E continuo:
- Acordar em seus braços todos os dias!
Fechei os olhos, feliz, mas estava pensando em como
recuperar sua memória, completamente. Ela disse se afastando um pouco:
- Eu queria lembrar-se de todos os nossos momentos
juntos.
- Eu vou te fazer lembrar, mas agora vamos dormir.
Quando senti que ela ressonava sai sem acordá-la,
foi para meu escritório e recomecei a procurar curas para memória em um livro
chamado “Os Segredos Da Memória”. Foi nesse livro que achei a “Poção
Da Memória”. Mas antes de poder começar a ler ouvi um barulho na
cozinha. Saquei a varinha e desci, muito silenciosamente. Abri a porta da
cozinha e Gabrielle estava lá, pegando cacos de um copo. Fiquei parado a frente
da porta observando-a. Ela terminou de pegar os cacos maiores se levantou
virando-se para porta. Quando me viu levou um sobressalto e soltou todos os
cacos no chão sacando a varinha e apontando pra mim. Eu gargalhei e ela disse:
- Não tem graça! Eu podia ter te machucado!
E eu falei com desdém
- Eu também estou com minha varinha, podia me
defender.
- Não importa! Você me assustou!
Ela tinha lagrimas nos olhos, e sacudia a varinha
abundante mente fazendo soltar faíscas no chão.
Ela saiu correndo para porta, esbarrou em mim subiu
as escadas correndo, ouvi a porta de o quarto bater.
Gritei para mim mesmo:
- Droga! Droga! Droga! Como posso ser tão idiota!
Por que sempre estrago tudo?!
Joguei-me no sofá frustrado, e não posso dizer ao
certo quantas horas fiquei ali, ao menos percebi que adormeci.
Acordei horas depois, estava claro denunciando que
era por volta de umas quatro da manha, com um chiado suave e um cheiro
adocicado. Fui até a cozinha e vi que tinha água fervendo na chaleira.
Perguntei aos meus botões:
- Ué, e esse cheiro? Da onde é?
Comecei a procurar por todos os cômodos, exceto no
quarto de Gabrielle, da casa da onde vinha aquele cheiro inebriante. Estava
voltando do banheiro vi Gabrielle vindo em minha direção, indo para o banheiro,
ela estava com os olhos vermelhos mais estava linda, deslumbrante, simplesmente
linda. Eu parei abruptamente boquiaberto, ela diminuiu a velocidade das
passadas fitando-me, depois avançou mais rápido me ignorando. Quando ela passou
percebi imediatamente de onde vinha o cheiro. Era do perfume dela, mais ela
nunca tinha usado tanto assim. Ou eu simplesmente nunca reparei nisso, ou então
ela não usava o perfume quando estávamos brigados. A primeira opção era a mais provável.
Quando ela passou segurei-a pelo braço dando uma leve guinada, ela virou-se pra
mim e perguntou com uma voz carregada de rancor e frieza:
- O que você quer?
Eu fiquei surpreso, nunca tinha ouvido nada parecido
com isso na voz dela. Respondi:
- Temos que parar com isso, não vai levar a nada.
Ela fez uma cara de quem acaba de receber uma ótima
noticia e disse em um meio sorriso:
- Também estava com essa mesma idéia na cabeça, mas
não sabia como dizer.
- Que idéia?
- A gente terminar. Como você mesmo disse: Não vai
levar a nada.
- Não foi isso que eu disse!
- Claro que foi!
- Foi! Mas não o que quis dizer!
Estávamos gritando.
- E o que você quer dizer?!
- Que a nossa briga não vai levar a nada! Foi uma
briga sem sentido, uma briga idiota!
- Você está me chamando de idiota?!
- Não! O motivo foi idiota! Aliás, eu fui um idiota
de não ter me anunciado! Eu devia ter chamado atenção de alguma forma!
- Você tem razão, os motivos foram idiotas...
Ela continuou andando, entrou no banheiro, voltou
entrou no quarto, saiu com a bolsa na mão. Eu estava parado no mesmo local
quando perguntei:
- Onde você está indo?
- Vou dar uma volta.
- Como assim?!
- Gregory, não é só por que a gente está melhor que
a minha idéia sumiu da cabeça.
- Você ainda quer terminar?
- Não sei, talvez.
Ela desceu os cinco primeiros degraus já não via
metade do seu corpo quando disse:
- Eu encontrei.
Ela parou e virou a cabeça por cima do ombro e
perguntou:
- O que?
- A poção, a poção que faria você se lembrar.
- Não sei se quero me lembrar.
Fiquei ali parado próximo a parede dês da hora em
que ela saiu até a hora que ela voltou pensando, ouvindo o eco daquelas
palavras “Não sei se quero me lembrar”. Ela chegou, subiu as escadas,
quando me viu parou quase num sobressalto, e continuou a subir. Parou a minha
frente e perguntou:
- Você ficou ai até agora?
Não a ouvi na realidade, só a vi mexer a boca. Ela
repetiu a pergunta:
- Você ficou ai até agora?
Balancei a cabeça afastando meus pensamentos e
tentei responder:
- Eu... Não... É que...
- Você ficou ai até agora.
Não era uma pergunta e sim uma afirmação.
- Não! Eu...
- Eu te conheço, você ficou aí até agora.
- É. Fiquei.
- No que estava pensando?
- Que você está certa.
- Sobre o que?
- Se você não quer mais ficar comigo não faz sentido
eu insistir.
- Não!
- Não?
- Não! Eu... Eu... Eu estava fazendo isso para você
se arrepender!
- Eu não acredito.
- Desculpa...
- Eu que tenho que me desculpar, eu que errei. Não
esperava menos de você.
- Está desculpado.
Eu sorri de orelha a orelha e tentei abraçá-la, mas
ela colocou a mão na frente e disse:
- Isso não quer dizer que vai me ter tão fácil! Vai
ter que me paparicar muito!
Ela tinha um sorriso maroto nos lábios, então eu
disse:
- Você não agüenta uma noite sem mim.
- Você está dizendo que não vai lutar por mim?
Ela tinha um tom magoado mais estava blefando.
- Sim! Você vai vir até mim num estalar de dedos.
- Não vou não! E até você me paparicar não vai ter
nada comigo! Nem um único toque.
Ela bufou e saiu batendo o pé. Eu ainda sorria, ri
pelo nariz e fui tomar banho. Depois fui para cama e comecei a esperá-la.
Ouvi-a tomar banho e bater a porta do quarto dela, depois de uma hora desisti
de esperá-la então me arrependi, comecei a imaginar como reconquistá-la no
outro dia, decidi que acordaria bem cedo e faria um café da manha de rei, no
caso rainha. Adormeci relutante, tentei de todos os modos permanecer acordado,
dormi por umas duas horas e acordei num sobressalto. Recomecei a pensar no que
fazer dali a horas. Quando ouvi uma porta ranger segundos depois ouviu a de o
meu quarto abrir, ouvi passos e vi Gabrielle dando a volta na cama arrastando
em um cobertor em uma mão e abraçando o travesseiro na outra. Ela ficou de
frente a mim e disse:
- Não consigo dormir
Ela tinha uma voz que uma criança faz quando esta
com medo e quer dormir com os pais. Eu soltei uma ligeira risada e abri os
braços dando espaço para ela. Ela se deitou de costas para mim, e a envolvi com
meus braços lhe dei vários beijos na nuca, sem perceber comecei a rir. Ela
perguntou:
- O que foi? Do que está rindo?
- Eu disse que você viria até mim num estalar de
dedos.
- Cala boca!
Ela tinha um tom de brincadeira, estava séria mais a
beira de rir também.
- Calma tigresa. Eu devo admitir, já estava
planejando como te reconquistaria.
- Tinha perdido as esperanças tigrão?
Eu gargalhei.
- Olha! Não falte com respeito comigo se não eu te
torturo de novo.
- Você não seria capaz
- Já disse várias vezes pra não me subestimar.
- Ui, que medo.
- Não duvide de mim garotinha.
Ela sempre odiou que a chamasse assim, ela se virou
inesperadamente me encarou e disse:
- GAROT...!
Silenciei-a com um beijo, nós riamos enquanto nos
beijávamos. Ela me deu um leve empurrão se afastando, ela sorria abobadamente
quando disse:
- Odeio quando você faz isso!
- Isso o que?
- Me interrompe me faz esquecer o que eu ia dizer.
Eu mordi o lábio para não rir dizendo:
- Eu te faço esquecer as coisas?
- Só de vez em quando, às vezes me faz lembrar que
tenho que por o lixo para fora.
Eu a apertei enquanto ela ria, disse:
- Agora vou te torturar até implorar pra parar!
Trouxe-a para o meio da cama prendendo as pernas
dela com as minhas. Comecei a fazer cosquinhas sem parar em suas costelas e
mesmo ela tentando me impedir com as mãos livres eu a alcançava. Até uma hora
que segurei as mãos dela e perguntei:
- Vai implorar?
Ela ainda ria, quando disse:
- Gregory, eu...
- Você?
- Você sabe que tenho dois irmãos não é?
- Sei, mais o que isso ter haver?
Quando percebi, ela girou e ficou por cima de mim,
me prendendo com as pernas de uma forma que doía se eu tentasse sair.
- Que eu sei muito bem me defender de um homem!
Ela levantou as mãos agitando os dedos a minha
frente, eu tentei segurá-la mais os pequenos e ágeis dedos entravam pelas
minhas mãos nas minhas costelas e pescoço. Eu disse entre gargalhadas:
- Gabrielle... Pare!
Ela riu e continuou. Eu insisti:
- Eu... Não... Consigo... Respirar!
Ela não parou então eu fiquei inerte como uma
estatua, ela continuou rindo e me fazendo cócegas e disse:
- Gregory se você acha que vou cair nessa está muito
enganado.
Eu não me movi ela diminuiu o ritmo dos movimentos e
disse:
- Gregory pode parar.
Ela parou totalmente. E continuou:
- Gregory?
Ela começou a me dar sacudidelas mais ainda ria.
- Gregory?!
Ela gritou e começou a me sacudir cada vez mais e
mais forte.
- Ai meu Merlin o que eu fiz!
Eu abri os olhos bem de vagarinho e respondi com
serenidade:
- Me matou de amor.
Ela abriu um sorriso e começou a me estapear
dizendo:
- Seu palhaço! Boboca! Fingido! Eu vou te matar!
Ela pontuava
cada tapa com um xingamento quando eu girei no eixo imobilizando-a da mesma
forma que ela fez comigo e disse rindo:
- Me matar de beijos?
Ela respondeu sorrindo:
-... É.
Dei-lhe um selinho e deixei meu peso cair sobre o
dela ela disse ironicamente:
- Ué, você não é pesado?
Eu ri e fiz a menção de me rolar para o lado. Ela me
segurou pelos ombros e disse:
- Não, fica!
- Mais eu sou pesado.
Afirmei com sarcasmo.
- Eu não ligo. Eu gosto que o peso sobre mim seja o
seu.
Eu a beijei ternamente e disse:
- Eu te amo
Ela respondeu:
- Eu também te amo.
De repente ela ficou inerte com os olhos muito
abertos fitei-a e procurei seus olhos, depois de uns segundos ela fitou-me e
começou a chorar. Tentei sair de cima dela mais ela simplesmente me agarrou e fincou
as unhas nos meus ombros. Tentei sair de cima dela de todas as formas achando
que estava machucando ela de alguma forma que ela não podia dizer, mais ela me
segurava firmemente. Então eu gritei:
- Gabriella!
Gabriella! O que houve!
Depois de alguns segundos
ela fitou-me e disse:
- Eu... Eu... Eu...
- Você o que?!
- Eu... Acho que...
Eu recobrei a memória!
Fiquei extasiado,
abismado, boquiaberto a abracei com tanta força que ela gemeu de dor.
Dali em diante
seguimos a vida normalmente, claro que o normal de um bruxo. Essa foi só uma
das histórias que nos aconteceu mais foi a mais inesquecível, pois essa foi a
nossa lua de mel
Fim
Esses foram os
relatos de Gregory Santler e essa foi só uma de suas histórias.
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