Nossa Lua de Mel

Nota do Autor: Olá gente. Espero que gostem da história, mais quero que saibam que esse não é meu gênero favorito, na verdade fiz essa história em homenagem a uma pessoa que amo, ela me ajudou muito com isso, e me ajuda até hoje.




Era nossa lua de mel. Eu e minha mulher decidimos ir para Irlanda de trem. Já fazia três anos que estávamos na Alemanha.
No dia da viagem nos despedimos de todos nossos amigos e parentes, não iríamos voltar. Ficaríamos um ano na Irlanda e depois iríamos morar em Londres. Logo que entramos no trem minha mulher Gabriella me disse:
- Amor. Vou passar lá na cozinha, vou pegar uma fruta para enganar o estômago até a hora do jantar.
- Tudo bem.  Murmurei
Ela me deu um beijo rápido e partiu para cozinha. Enquanto isso eu colocava as nossas bagagens uma a uma em nossa cabine. Até que um homem de aparência estranha me fez parar dizendo:
- Senhor...
-Santler.
  Completei. Podia sentir hesitação em sua voz
- Senhor Santler eu não quero ser grosso mais...
- Mais?
- Você não pode ficar na mesma cabine que a Senhora Santler
- O... Ma... P-por quê?!
  Devo admitir fiquei tão surpreso com a notícia que me enrolei com as palavras.
- Desculpe Senhor Santler é uma política do trem.
- Ah... Tudo bem então.
Fiquei decepcionado, a viagem seria de quatro dias e não poderíamos dormir juntos! E estávamos indo para nossa lua de mel!
Como não tinha escolha comecei de novo pegar minhas bagagens e colocar uma a uma na cabine ao lado. Enquanto me abaixava para pegar um baú pesado, vi de esguelha Gabrielle chegando, ela segurava uma maçã em uma das mãos e o shalle que estava usado no pescoço minutos atrás na outra. Agora podia ver com mais clareza o lindo vestido branco que usava. Ela estava meio saltitante quando se aproximou de mim disse:
- O que você pensa que está fazendo mocinho?!
Ela tinha um tom de brincadeira.
- Colocando minhas bagagens na minha cabine!
- Como assim?! Pensei que nós dormiríamos juntos!
Agora ela tinha um tom meio ameaçador.
- Ér... Gabriella... É que.
Não queria dizer, sabia que ela ficaria magoada
- Pare de enrolar!
- Se acalma amor! É que... Nós...
- Pare com drama diz logo!
- Nós não podemos ficar nas mesmas cabines! É contra a política da empresa!
- O-o-o que?! Não posso...
Vi uma lagrima brotar nos olhos dela. Dei dois passos rápidos até ela e tentei abraçá-la mais ela me empurrou e disse:
- Não, eu não... Como... Por quê?
Ela retomou o fôlego e disse quase em um grito:
- Eles não entendem?! Nós estamos indo para nossa lua de mel! Eles não podem abrir uma exceção?
Quando ela ameaçou a começar falar de novo e a abracei e a beijei, foi um beijo salgado e molhado de lagrimas mais como sempre, foi ótimo. Quando a soltei ela estava mais calma mais ainda estava chorando olhou pra mim e disse:
- Eu não posso acreditar.
- Pare com isso! Isso não é importante! Pense comigo, uma linda vila com verde para todos os lados, nossa lua de mel sem ninguém e sem nada para atrapalhar.
-Mas...
- Mas nada! E caí entre nós eles não vigiam a noite toda.
Ela sorriu. Eu a abracei de novo e quase instantaneamente senti as suas últimas lagrimas em meu peito.
-Tudo bem. Você tem razão.
- Bom, vá descansar que eu vou continuar com as bagagens.
- Eu te ajudo!
- Não! Não! Não! Não e não! Não vou deixar você ficar carregando peso!
- Pare com esse machismo!
Eu sorri olhando para baixo, acho que ela não entendeu ou não viu.
- Tudo bem. Você pode ajudar.
Ela sorriu. O que sempre me deixou atordoado.
- Em que posso ajudar?
- Em nada essa era a última.
Eu disse colocando a última maleta em minha cabine com um sorriso maroto nos lábios.
- Então tá.
Ela disse com desdém enquanto entrava na cabine dela. Á segui com os olhos, ela andou até sua cama e procurou algo em sua bolsa, pegou o celular e começou a mexer nele. Encostei-me à porta e fiquei olhando ela ali sentada na beirada na cama com o celular. Ela levantou a cabeça olhou nos meus olhos sorriu e disse:
- Adoro isso.
- Isso o que?
- Isso que você faz.
Ela começou a caminhar lentamente em minha direção, e era impressionante como conseguia decifrar seus sorrisos, esse tinha uma ponta de malicia. Então perguntei:
- O que eu faço?
- Me olha, com um sorriso bobo.
-Ah... Enten... Hey! Eu não fico com sorriso bobo.
- Fica sim, e sabe o que eu mais gosto?        
- O que?
- Seu sorriso contrasta perfeitamente com seus olhos verdes...
Agora ela já estava bem perto de mim. Ela continuou
- E os seus cabelos bagunçados...
Ela estava falando muito sensualmente e lentamente me deixando meio atordoado
- Adoro quando você está de gravata... Facilita tanto...
Dito isso ela me puxou pela minha gravata e mordeu meu pescoço, começou a me puxar para cama e me fez sentar na beirada, encaixou as pernas em volta do meu quadril, sentou no meu colo e me beijou como nunca havia beijado antes. (Sem parar de me beijar começou a afrouxar minha gravata e desabotoar minha camisa, com as unhas arranhou lentamente meu peito) foi quando eu disse num gemido quase inteligível:
- Gabriella...
Ela colocou o dedo indicador na minha boca me impedindo de falar.
- Shhhhhh... Deixa...
A respiração dela estava ofegante e entrecortada foi quando percebi que a minha também estava.
Com uma mão nos seus cabelos e a outra nas costas, fui inclinando lentamente a fazendo se inclinar comigo. Ela ajoelhou na cama ainda encaixada em meus quadris tirou o vestido pela cabeça, ela estava com um lingerie de renda preta que contrastava lindamente com sua pele branca. Ela desabotoou o único botão de minha calça e começou a descer o zíper. Ela começou baixar meu jeans lentamente, sorrindo e ofegando. Quando tirou completamente (com minha ajuda é claro) voltou até mim e me beijou sentou em minhas coxas e foi me arranhando lentamente do peito até a barriga e chegando ao elástico de minha boxer. Foi quando bateram na porta, urrei em frustração, mais isso me fez voltar à realidade. Enrolei-me em uma toalha molhei meu rosto e cabelo, fui até a porta e abri até uma parte onde não mostrasse o quarto.
Era o mesmo homem que me fez parar com as bagagens (estava ficando irritado com ele) ele disse:
- Desculpe incomodar senhor Santler, mais nós iremos partir em cinco minutos, e o jantar será em uma hora.
- A tudo bem obrigado.
- Sim, vou avisar a Senhora Santler...
- Não! Deixe que eu avise.
- Tudo bem então, obrigado.
Fechei a porta, novamente entrei no quarto, ela já estava vestida e sentada na cama com as pernas cruzadas, olhando para mim exatamente como uma criança pidona. Ela sorriu e disse:
- Acabou com o clima não é?
Eu sorri, chegando perto dela.
- É mais...
Sorri mais ainda e ela percebeu meu tom de malicia e sorriu também.
- Mas o que?!
Ela disse com ar de riso. Eu mordi os lábios para não rir e disse:
- Mas com você eu esquento rapidinho.
Ela gargalhou e levantou espalmando a mão em meu peito.
- A é? Bom, você vai ter que me pegar primeiro!
Quando ela terminou a frase me empurrou, me fazendo cair de bunda no chão e saiu correndo pelo quarto. Levantei e corri atrás dela até conseguir alcançá-la. Quando alcancei disse ofegando:
- Você corre rápido... Pra uma garota.
- Pra uma g...
Á interrompi com um beijo. No meio de beijo senti uma guinada, o trem partiu, cai novamente e ela caiu por cima de mim. Ficamos ali no chão conversando, brincando e nos beijando até dar a hora do jantar. Eu comecei a colocar uma roupa mais apresentável e Gabriella me perguntou:
- O que você está fazendo?
- Me aprontando para o jantar!
- Ah, é! Tinha me esquecido. Vou me arrumar também.
Ela tirou um pedaço de graveto do bolso do vestido, era sua varinha. Fiquei surpreso fazia alguns dias que não usávamos nossas varinhas, já tinha até me esquecido. Ela conjurou uma de suas maletas e de lá tirou um vestido preto com uma listra branca, do lado e um corte em “V” que mostrava parte de sua perna.
Fomos até a o vagão do jantar. Arrastei uma cadeira para Gabriella se sentar, ela se sentou e eu empurrei, antes de sentar em minha cadeira pude ver que ela cruzou as pernas de um modo que o corte do vestido as deixasse ainda mais aparente. Eu ri com seu ato mais ignorei. O mesmo homem estranho que nos interrompeu no quarto e me interrompeu com as malas veio até nós e nos deu cardápio e esperou até pedirmos. Eu e Gabriella estávamos conversando animadamente, até um momento que ela me fez rir e eu virei à cabeça para o lado oposto de nossa janela. Vi um homem olhando paras pernas dela descaradamente sem ao menos olhar para cara de sua mulher! Foi quando Gabrielle seguiu meu olhar e também notou. Ela colocou a perna que estava por cima por baixo da outra e a que estava pro baixo por cima fazendo assim que o vestido descesse e cobrisse sua perna.
O meu sorriso que antes saia muito fácil agora estava muito escondido e não saia quase por nada. Tenho certeza que Gabriella percebeu por que ela tentava a todo custo me fazer parar de olhar para o homem ao nosso lado. Ela sabia que se eu continuasse com isso ia acabar dando briga, e ela sabia também que eu brigava até a morte até por que para um bruxo matar não é tão difícil. Não era bom me ver enfurecido.
Ela colocou delicadamente os dedos do meu queixo me forçando olhar para ela, quando eu estava olhando bem nos olhos dela ela disse:
- É melhor você parar.
- Me de um bom motivo.
- Por que se você matar aquele cara será expulso do trem! E eu vou ter que ir com você.
- Isso não é um bom motivo.
- E você perde a noite comigo.
Ela tinha um sorriso maroto. Eu não agüentei e ri.
- Tudo bem! Parei! Não olho mais!
Ela riu. E apontou com um aceno da cabeça “O estranho”, foi como apelidamos o homem das maletas, chegando com uma garrafa de vinho e o nosso jantar em um carrinho.
Nós comemos sem conseguir parar de rir, às vezes até de gargalhar.
Quando terminamos de jantar Gabriella se levantou primeiro e começou a desamarrotar o vestido, antes mesmo de eu conseguir levantar o homem que não tirava os olhos dela deu uma bofetada em suas nadegas. E o que eu menos esperava aconteceu, Gabriella deu um soco em seu rosto e um chute em suas genitálias. O homem olhou para mulher apelando por socorro mais a mulher lhe deu uma bofetada no rosto, agradeceu Gabriella e saiu pisando firme. Gabriella olhou para mim risonha, eu estava boquiaberto e ao mesmo tempo orgulhoso. Ela disse:
- Se não fosse eu seria você e eu não quero ninguém morto.
Eu ri e seguimos para nossas cabines. Eu disse que depois do que aconteceu era melhor ficarmos em nossas cabines separados, ela concordou dizendo que também estava cansada.
Eu entrei e tomei um banho rápido, e no instante que sai do chuveiro pude sentir que estava fazendo um calor infernal, e logo lembrei que era verão. Abri a janela coloquei uma roupa leve e deitei o mais esticado que pude. Era exatamente onze horas quando me deitei, ouvi três batidas mais ignorei. Passado uns vinte minutos ouvi três batidas de novo ignorei também. Na terceira vez que ouvi os barulhos assimilei que era na cabine de Gabriella, levantei correndo e fui até lá abri a porta silenciosamente, me escorri pra dentro e fiquei olhando Gabriella ali esparramada na cama se mexendo e suando muito. Passado um cinco minutos ela levantou e foi ate o banheiro molhou a nuca e o rosto tentando aliviar o calor. Andou até a janela tentou abrir-la entendi o porquê das batidas fui até ela coloquei as mãos na janela por trás dela e com um pouco de dificuldade abri, quando abri a janela uma brisa fresca invadiu a cabine. Ela suspirou e se virou, a me ver sorriu, agora mais próximo pude reparar, ela estava mesmo muito suada. Eu perguntei:
- Por que você não me chamou ou usou sua varinha?
- Pensei que você estava dormindo! Não queria te acordar. Não pensei nisso.
- Quem dormiria com um calor desses?
Quando terminei de dizer ela concordou abaixando a cabeça suspirando cansada, eu tirei uma mecha de seu rosto e coloquei atrás de sua orelha. Ela olhou bem nos meus olhos sorrindo e disse:
- Acho que vai esquentar mais.
Nós nos beijamos, ela tirou minha regata pela cabeça, e também tirou a calcinha por de baixo da camisola, eu tirei a bermuda e a boxer. Ela se recostou na parede do lado da janela eu me aproximei dela e ela entrelaçou as mãos em volta do meu pescoço ergueu uma das pernas que eu apoiei com uma das mãos. Deixando ela apoiada com só uma perna, na parede e em meu pescoço.  Fazendo meu membro ficar bem na sua entrada por uns instantes, a penetrei lenta e levemente. Abafei um gemido e ela tombou sua cabeça para trás fechando os olhos fortemente, ela olhou pra mim sorrindo e me beijou. Naquela noite dormimos juntos.
Na manha seguinte senti um peso em meu tórax, mais não abri os olhos, sabia que era Gabriella sentia a sua cabeça em meu tórax e seu braço sobre minha barriga. Ela se moveu e começou alisar meu braço. Abri os olhos e perguntei:
- Por que acordou tão cedo?
- Perdi o sono.
- A então quer dizer que eu tiro o sono das pessoas?
- Não
- Ah...
Ela me deu um beijo rápido e disse:
- É mais que isso...
Como ela estava só de lingerie e eu só de boxer, recomeçamos o que havíamos terminado horas atrás.
Ainda estávamos ofegantes quando eu disse:
- Eu vou tomar um banho.
- Eu vou também.
Eu levantei e comecei a ir para o banheiro, com o canto dos olhos a vi pegar sua camisola do chão, então pensei que ela iria para sua cabine.
Liguei o chuveiro e deixei a água cair em meu rosto, acho que depois de três minutos no banho senti uma coisa me envolver pelas costas na cintura.
Puxei os braços dela para ela me soltar e me virei, ela estava sorrindo, eu disse:
- Pensei que você fosse para sua cabine.
- Eu estou na minha cabine. E eu não disse isso, como teve uma idéia absurda dessas?
- Eu vi você pegar suas roupas do chão.
- Eu também peguei as suas.
- Isso não vem ao caso.
- Você tem razão...
- É a segunda vez que você diz isso nesse trem, parece que nesse trem eu tenho mais razão.
- Como eu estava dizendo! Você tem razão isso é o menos importante agora.
Eu sorri e a beijei. Terminamos o banho e fomos para cozinha para tomar café. Enquanto estávamos indo para cozinha eu disse:
- Se aquele pervertido colocar aquelas mãos sujas em você de novo eu o jogo pela janela.
Ela riu virou pra mim andando de costas disse:
- Se você fizer isso eu não vou ter a chance de socá-lo novamente.
Dessa vez quem riu foi eu. Coloquei as mãos na cintura dela, ela ainda andava de costas. Ela me olhou nos olhos e eu a olhei nos dela. Olhar nos olhos dela era a melhor sensação que existia, era como uma espada me atravessasse ou como se eu pegasse fogo de dentro para fora. E acho que ela tinha a mesma sensação.
Ela acabou esbarrando em uma mulher e isso nos fez, melhor ainda, à fez despertar dos nossos devaneios, chegamos ao lado de uma mesa e eu percorri o caminho inteiro com as mãos na sua cintura, não a soltei e ainda olhava fixamente em seus olhos. Ela começou a abrir um sorriso cada vez mais largo e disse:
- Impressionante!
 Isso me fez “acordar”
- O que?
- Seus olhos, seus olhos verdes parece que uma espada me atravessa quando eu olho pra eles.
- Caramba! Eu ia dizer o mesmo dos seus!
- Mas meus olhos são azuis!
- Você me entendeu não se faça de boba.
Ela riu e nós nos sentamos. Tomamos o café bem rápido, mas logo que terminamos lembramos que não haveria nada para fazer e ainda teríamos três dias livres então fomos para a cabine dela. Sentei-me em uma poltrona e comecei a ler um livro e ela começou a colocar roupas intimas e vestidos me perguntando se estava bonita de quinze em quinze minutos. Quando ela veio de lingerie branco, adorava ela de lingerie branca, eu disse calmamente esfregando os olhos sob os óculos:
- Pare com isso.
- Por que estou feia?
Ela perguntou parecendo magoada.
- Não! É ao contrario! Você esta me deixando louco!
Ela riu com vigor, eu não agüentei e ri também. Mais disse entre risos:
- É sério! Isso está me tirando à concentração, faz uma hora que eu não consigo mais ler!
- Bom eu posso fazer você ficar concentrado.
Ela encaixou as pernas em meu quadril sentou em meu colo entrelaçou a mão em volta do meu pescoço e me beijou. Deixei o livro cair e envolvi os braços em volta de seu corpo a beijando mais ardentemente ela gemeu e eu disse:
- Amor... Nós... Não...
Soltei-a e disse ofegando:
- Não. Se fizermos isso não teremos uma lua de mel, não terá sentido termos uma.
- Eu sei, eu não ligo.
Ela tentou de novo, eu levantei rapidamente e disse:
- Mas eu ligo! Você é demais! Não posso resistir por muito tempo. Não faça isso, por favor.
- Tudo bem então.
Ela vestiu uma camisola de seda azul clara que ai até os joelhos
- Isso é truque sujo.
- Isso o que?
- Você sabe que adoro te ver de camisola.
- Você disse que não quer, então não vai ter!
- Mas você esta fazendo de propósito!
- Olha quer saber?! Eu vou tomar banho!
Ela levantou e colocando os polegares na cintura da calcinha foi abaixando lentamente a parte por baixo da camisola empinando o bumbum para mim, ainda de costas para mim ela tentou chegar ao feixe da camisola não conseguindo alcançá-lo tentou tirar pela cabeça mais também não conseguiu, bufou resignada e se virou pra mim, começou a caminhar em minha direção, temi pelo que viria, quando chegou perto se virou de costa dizendo:
- Abre pra mim?
Levantou o cabelo e ficou esperando, olhando por cima do ombro. Eu não fui não me movi, eu sabia que se me atravesse a abrir o feixe eu não resistiria.
- Como é? Vai abrir?
Suspirei e comecei a aproximar as mãos do feixe, antes dela virar a cabeça para frente novamente eu pude a ver soltar um risinho olhei para o espelho do banheiro e pelo reflexo pude ver que ela estava sorrindo.
Abri o feixe e a camisola caiu lentamente escorregando e sobre seu corpo eu me afastei, ela bufou decepcionada e jogou o sutiã em um canto e foi em direção do banheiro, antes dela conseguir alcançar a porta corri até ela e a abracei e mordi o pescoço e orelha, subi minhas mãos de sua barriga até os seus seios, apertei forçando-a contra mim, ela disse:
- Sabia que você não ai resistir.
- Cala boca... Vai ter vingança... Você vai ver... Não perde por esperar.
Ela riu e eu a beijei.
- Você... Não vai... Ter coragem de... Fazer qualquer... Coisa contra mim.
Ela estava ofegando.
- Não... Me...
Eu estava ofegando também. Parei e tomei ar.
-... Subestime.
Ela conseguiu o que queria, fizemos amor de novo. Ela estava com a cabeça no meu peito quando eu disse:
- Esse não vai ser nosso passa tempo aqui.
- Por quê?!
Fiquei abismado.
- Como assim por quê? Você me pergunta como se não fosse nada!
- Mais é tão bom.
Ela estava dizendo com uma voz que ela sabia que eu adorava uma voz de macia e sensual uma voz de anjo. Ela apoiou o queixo em meu peito e me fitou sorrindo. Eu adorava isso e ela sabia, na verdade ela sabia que eu adorava tudo nela.
- É, é ótimo, mas não vamos ficar nisso para sempre.
- Tudo bem. Só de vez em sempre não é?
- É... Não! Quase nunca!
- Quase nunca? Você não vai resistir.
- Vou sim.
- Tudo bem! Já que você agüenta fica ai sozinho!
Finalmente consegui o que eu queria. Irritá-la, levantei e corri até ela antes dela alcançar sua camisola. Agarrei a pelas costas e mesmo ela falando que não queria a arrastei para cama sabia que ela queria. Fizemos amor de novo.
Ela estava deitada inerte, me levantei ignorando a sua brincadeira. Avisei que ia tomar banho e entrei no chuveiro. Quando sai ela estava encolhida na cama abraçando as pernas. Andei até a cama subi e fui engatinhando até chegar a ela quando cheguei perto tentei beijá-la, mas ela virou o rosto se afastando. Eu perguntei:
- O que foi?
Ela gritou:
- Como assim o que foi?! Você praticamente me estuprou!
- Como é? Repete por favor, acho que não ouvi direito.
- Ouviu! E ouviu muito bem!
- Você esta louca?!
- Não! Não estou! Eu disse que não queria! Empurrei-te, te bati e tentei te impedir! Mas você continuou.
- Mas você queria!
- Não, eu não queria!
- Mas você gostou!
- Não tive escolha.
Ela falava muito baixo agora e lagrimas escorriam em abundância pelo seu rosto.
- É impossível! Um homem não pode estuprar a própria mulher!
- Eu não queria Gregory. Disse isso, você me estuprou, não tente discutir, você me obrigou fazer uma coisa que eu não queria.
- Gabriella...
Eu estava arrependido. Ela disse resignada:
- Gregory, vá embora não quero mais conversar... Não com você.
Eu pensei em implorar por perdão, mas iria piorar ainda mais.
- Amor...
- Não me chame assim.
-Gabriella, você fez isso comigo, eu não posso fazer com você?
- Não te obriguei a nada.
- Eu disse que não queria e você continuou, tentei me controlar mais eu sou homem, tenho necessidades carnais e vontades. Eu pedi para você esperar até chegarmos à Irlanda, mas você me ignorou. Não te estuprei, é impossível. Sou casado com você. Você queria, sei que queria, sei que queria por que estava sorrindo quando te segurei e continuou até se virar. Eu vi.
Eu falava completamente esfalfado.
Eu me retirei da cabine dela e fui para minha, me troquei e me deitei, não consegui dormir pensei em tudo que tinha acontecido. Até que fui vencido pelo sono. De manha acorde e senti alguma coisa ao meu lado, estava com o braço envolvendo-a. Abri os olhos e me surpreendi ao ver que era Gabriella. Ela sorriu e disse em um sussurro extenuado.
- Me perdoa?
Eu fitei-a nos olhos e lhe dei um selinho e disse:
- Com uma condição.
- Qual?
- Se você me perdoar também.
Ela riu e concordou com um aceno da cabeça. Eu dei um beijo nela e ela disse:
- Sabe de uma coisa?
- Hum?
- Eu gostei, eu queria.
Eu ri e perguntei:
- Como assim você gostou? Gostou do que?
- Você meio que me forçou, eu gostei disso, você no comando. Foi diferente. Você faz tão gostoso por cima...
Ela riu e me abraçou.
- Quando você quiser é só pedir
Ela apertou o abraço. Nós nos sentamos na beirada da cama.
- Quando você veio?
- Quando tive um pesadelo e descobri que não conseguiria dormir sem você. Fiquei com saudade.
- Não sei como consegui dormir.
- Eu também não.
- Acho que você me deixou exausto.
Ela riu.
- Posso deixar de novo.
Ela sentou no meu colo dizendo:
- Dessa vez eu fico por cima.
Nós começamos a nos beijar e quando finalmente encontrei o feixe de sua camisola nós ouvimos um barulho como se uma bomba tivesse sido explodida atrás da porta. O susto foi tão grande que Gabriella teria caído e batido a cabeça se eu não a tivesse segurado. Ela fechou a camisola e eu abri a porta olhei pros lados e não havia nada nem ninguém. Vir-me-ei para ela e disse:
- Amor, fique...
-Tsc, tsc, tsc, tsc... Nada disso! Se você acha que vai me deixar aqui sozinha está muito enganado!
- E se você acha que eu vou deixar você sair assim está muito enganada!
- Assim como?
Ela perguntou se medindo.
- De camisola exibindo essas pernas!
- Então vamos a minha cabine pegar uma roupa!
Eu ainda estava recostado na porta, titubeei um pouco. Olhei para os lados fora da cabine e assenti acenando para ela vir. Na cabine dela ela colocou uma calça jeans e uma bata preta e uma presilha de flor na cabeça. Eu fui até ela e lhe dei um beijo estalado e demorado. Ela me fitou e perguntou sorrindo:
- O que foi?
- Você é linda.
Ela corou. E eu disse:
- Vamos agora podemos ir.
Ela segurou minha mão e nós começamos a caminhar pelos vagões abrindo as portas e procurando por pessoas.
Quando já havíamos olhado em cada vagão pelo menos três vezes ela disse:
- Gregory não adianta! Não tem ninguém aqui! Eu desisto!
- Vamos lá Gabriella, ainda não olhamos na cabine do condutor. Tem que haver alguém pilotando esse trem!
- Erm... Gregory... Não se pilota um trem, se controla.
- Tanto faz, vamos logo!
- Hey não grite comigo!
- Desculpe, mais vamos logo.
- Tudo bem, mais antes...
Ela me puxou pela gola da camisa me dando um beijo estalado. Quando ela me soltou me senti meio atordoado. Demorei um pouco para recobrar os sentidos me recostando na parede do corredor, ela me fitou com curiosidade e me perguntou:
- O que você tem?
E eu respondi:
- Você me deixa atordoado.
Ela riu e me puxou pela manga recomeçando a andar pelo trem.
Chegamos à frente da porta da cabine do condutor. Puxei-a para trás fazendo ficar ligeiramente atrás de mim. Saquei a varinha que estava no bolso do meu jeans e de soslaio a vi fazer o mesmo, aproximei minha mão na maçaneta e ao mesmo tempo senti Gabriella segurar meu braço. Girei a maçaneta e abri lentamente, um dementador nos esperava na cabine. Ele subitamente flutuou em minha direção e começou a fazer um silvo rouco, comecei a me sentir gelado e triste, podia sentir minha alma sendo sugada lembrei-me da coisa mais triste em minha vida: Estava descendo as escadas chamando pela minha mãe quando cheguei ao primeiro degrau do último ramo de escadas vi um homem que a segurava pelo pescoço e a enforcava, ele olhou para mim com um sorriso maníaco e disse “Diga as últimas palavras para sua mãe garotinho, pois o seu pai não pode te ouvir mais” e minha mãe disse com a voz rouca e entrecortada, “Filho eu te amo, fuja”. Eu terminei de descer os últimos degraus correndo. Corri para a cozinha e pude ouvir o homem rir malevolamente e dizer “Pode correr, mais não pode se esconder” eu fui até o apoiador de facas e peguei a maior que pude, sai correndo por traz da casa entrei pela porta da sala e corri até o homem e esfaqueei o braço que segurava o pescoço de minha mãe ele a soltou e urrou de dor. Apontou a varinha para o braço e murmurou “Férula!” uma atadura saiu da varinha dele e cobriu o braço. Eu estava ajoelhado sobre minha mãe ela disse apontando sua varinha para o homem “Expelliarmus!” a varinha do homem escapou de sua mão e caiu no chão. Ela me estendeu a varinha dela dizendo “Pegue fuja, não volte, procure ajuda” Eu peguei a varinha da mão dela e olhei para o homem ele estava alcançando a varinha, pode ver uma tatuagem estranha em seu braço era uma caveira com uma cobra saindo da boca. Apontei a varinha para o homem que riu com desdém e sacudi na esperança de sair alguma coisa o homem gargalhou e apontou a varinha para mim, eu sacudi de novo, chorando, um raio azul intenso saiu da varinha fazendo o homem girar no ar e cair na mesa de vidro da sala cortando ainda mais o braço que estava com a atadura. Eu corri, corri, corri muito até não agüentar mais e cair de joelhos no chão de uma floresta... Acordei dos meus devaneios, os piores da minha vida e chicoteei o dementador com a varinha, descobri que minha lembrança não passou de meros segundos, terríveis segundos. Pensei em minha lembrança mais feliz: Estava no primário brincando na caixa de areia, sozinho, até que uma menina chegou sentou-se a minha frente e murmurou um “Oi” eu a fitei e senti minhas bochechas ficarem quentes respondi “Oi” ela disse “Meu nome é Gabrielle. E o seu?”... Voltei dos meus devaneios, dessa vez feliz, com um estampido, Gabrielle lutava com uma mulher. Gritei:
- Expecto Patronun!
Uma luz branca em forma de leão saiu pulando em cima do dementador fazendo-o voar pela janela da cabine. Mirei na mulher que Gabriella lutava ferozmente e gritei:
- Incarcerous!
Uma corda amarela grossa saiu de minha varinha e envolveu a mulher fazendo a varinha lhe escapar da mão e cair no chão, Gabrielle bufou tirando uma mecha do rosto e disse:
- Eu tinha tudo sobre controle. Podia acabar com ela.
- Eu sei que podia mais precisamos dela.
- Pra que?!
- Interrogar.
Eu andei até ficar ao lado de Gabriella, a mulher disse:
- Vocês não vão me interrogar.
Gabriella lhe deu um chute nas costelas e gritou:
- Cala boca vagabunda! Você não pode nos impedir! Você viu o que fez comigo?
Ela se referia a o corte do braço que sangrava e pingava no chão. Eu olhei para ela indignado ela me olhou e disse:
- Que foi?! A gente nem tem paz! Ela me corta, e eu não nem ao menos posso falar mal dela?! Não vem passar sermão agora, não!
Eu ri pelo nariz e me voltei a ela a tempo de vê-la tirar uma pílula preta entre os dentes e a bochecha morder e dizer:
- Eu disse que vocês não me interrogariam.
Tentei tirar a pílula mais era tarde, ela morreu.
Abracei Gabriella a fim de não a deixar ver aquilo, a mulher se decompunha velozmente o rosto dela emagrecia a cada segundo ficando negro e se tornando puro osso depois começou a virar pó um pó negro como cinzas e o pó se desfizeram como se estivesse ali há muitos anos. Recomeçamos a andar pelo trem, chegamos ao último vagão abri a porta, havia uma espécie de sacada com uma grade bem baixa. Fechei a porta e olhei pela janela, era uma coisa terrível de se ver, algum tipo de feitiço prendia todos os passageiros na parede externa do trem eles estavam mortos. Regredi dois passos e impedi que Gabriella olhasse, voltei a andar mais ela não, senti no meu pulso uma leve guinada me impedindo de andar. Fitei-a e ela disse olhando ao longe:
- Por que não aparatamos?
- É uma boa idéia, mas...
Ela me interrompeu segurando apertando meu pulso e apontando para onde olhava. Vir-me-ei e vi o homem “estranho” à frente da porta da cabine do condutor agora com uma camisa preta de manga curta podia ver a tatuagem em um dos braços e a cicatriz em outro. Reconheci imediatamente o homem que tinha matado a minha família e senti uma fúria inexplicável e aparatei a frente dele, senti um vento e de soslaio vi Gabrielle ao meu lado com a varinha em punho, o homem disse:
- Bom dia Gregory.
Eu respondi ironicamente:
- Oh, meu dia esta ótimo! E o seu?
- Também. Agora melhor.
- Como eu não pude perceber que era você?
- Você estava ocupado com a sua vadiazinha.
- Não ouse falar dela!
- Eu sonhei tanto com esse momento, ago...
- MALDITO! MATOU MINHA FAMILIA POR PURO PRAZER! O QUE QUÉR COMIGO?!
- Eu quero terminar o que comecei, agora tem um extra, vou poder matar dois Santler’s.
Não pensei nem pestanejei quando gritei:
- Sectusempra!
Ele não teve tempo de se defender, só de desviar, o feitiço acertou seu ombro fazendo um corte profundo. Ele urrou de dor, eu disse sarcasticamente:
- Use a férula.
Ele riu e murmurou.
- Você tem a audácia de me atacar sem ao menos fazer reverencia?
- Você matou minha família de um modo sujo, chegando pelas costas, e lançando uma maldição imperdoável, agora quer fazer de acordo com as regras?
- Sim, acho justo para você.
- Justo para mim seria pegar a mesma faca que te cortei uma vez e te matar lentamente.
- Você tem uma alma ruim, eu...
- Eu tenho uma alma rancorosa e vingativa, não sou ruim. Só acho que você merece.
Gabriella perguntou como se uma criança pedisse para contar uma história para dormir.
- Qual é o seu nome?
O homem a fitou com curiosidade e disse:
- Meu nome é Steven, Steven Tyler. Por quê?
- Naturalmente em lapides existem os nomes dos mortos.
Ele começou a sorrir e esse sorriso começo aumentar gradualmente até virar uma risada e uma gargalhada.
Eu gritei:
- CHEGA! GABRIELLA APARATE DAQUI! VOCÊ PARE DE RIR E LUTE COMO HOMEM!
- Eu não vou sem você Gregory.
Olhei para ela mais notei que ela tinha uma expressão inflexível. Assenti e disse:
- Tudo bem mais se proteja
- Ótimo Gregory! Depois que eu te matar, eu vou aproveitar um pouquinho da “Senhora Santler”
Eu senti meu rosto inteiro queimar, vi pelo reflexo da janela, fiquei rubro. Gritei:
- Império!
Senti uma queimação subir da varinha pelo meu braço e tomar conta de mim. Então ordenei:
- Curve-se!
Ele se curvou relutante. Eu murmurei:
- Finite Encantatem.
- Viu Gregory, você é igual a mim, talvez pior. Não quero te matar, poderia fazer bom proveito de você, mais não tenho escolha.
Ele gritou:
- Impedimenta!
Com um aceno da varinha fiz o feitiço voltar contra ele, foi como se uma parede em movimento tivesse se chocado contra ele.
- Naquela época eu era uma criança, eu fiz o que fiz com você, nem ao menos tinha varinha, não sabia o que estava fazendo. Imagine o que eu posso fazer agora.
Ele se levantou e eu gritei:
- Lacarnun Inflamare!
Ele desviou por um milésimo caindo atrás de um dos bancos. A partir daí começamos uma troca de feitiços intermináveis onde eu comecei com o:
- Everte Statum!
- Impedimenta!
- Expelliarmus!
- Protego
- Estupefaça!
- Protego!
- Petrificus Totalus!
- Impedimenta
- Reducto!
- Protego
- Sectusempra!
Aceitei-o com o último, ele caiu tendo espasmos sangrando muito. Eu disse:
- Viu? Você é um velho podre, e inútil.
- Ainda... Dou... Para... O... Gasto... Cof.
Respondeu entre tosses.
- Da pro gasto?! Você nem me acertou!
Eu ri pelo nariz e continuei:
- Não preciso ficar discutindo com você quem é melhor em batalhas, afinal eu ganhei.
- Isso... Não... Quer... Dizer... Que... Vai... Cof, Cof... Continuar... Vivo... Cof.
- Como é?
- Você acha... Mesmo que... Eu não tenho... Um plano... Cof... B?
- De qualquer forma não vai funcionar.
Eu respondi beijando o topo da cabeça de Gabrielle e a abraçando.
Ele deu a última tossida e ficou inerte no chão, no mesmo momento a cabine do condutor se abriu e dezenas de dementadores começaram a entrar. Mas não me queriam, queriam Gabriella. O Trem parou no mesmo momento que ela lançou um patrono uma leoa pulou mordendo cada um dos dementadores. A porta se abriu e caímos no chão da plataforma os dementadores pararam à porta e sumiram. Estávamos muito machucados. Para tentar pegar Gabrielle os dementadores jogaram mesas e cadeiras, fiquei com um corte na testa, na boca e nos braços. Ela tinha um corte na testa. Ela disse:
- Você esta sangrando.
- Não importa, o importante é cuidar do seu ferimento.
O ferimento dela era mais grave e sangrava abundantemente. Nós estávamos abraçados sentados no chão. Eu segurei a mão dela e aparatamos para a nova casa.
Chegando lá corri até a pia rasguei a manga da camisa molhei e voltei até Gabrielle. Ela estava sentada, no piso praticamente deitada, muito pálida e fraca, forçou um sorriso para mim e disse:
- Estou bem, não se preocupe.
- Amor você não esta bem.
Ajoelhei ao lado dela e comecei a limpar o ferimento em sua testa entre resmungos do tipo: “Ai! Devagar! Cuidado!”.
Quando terminei de limpar o sangue apontei a varinha para ela e disse:
- Férula!
Uma bandagem curta cobriu o corte com fitas e esparadrapos. Levantei-me e comecei a conjurar e transfigurar mobílias conjurei um sofá branco de couro, uma mesa de vidro, e algumas estantes. Peguei Gabrielle no colo e a depositei no sofá, ela estava pálida e fraca, mas mesmo assim disse tentando levantar-se:
- Você está ferido, deixe que eu cuide disso.
Segurei-a rapidamente impedindo a de levantar, e disse:
- Você está fraca meus ferimentos podem esperar você tem que comer alguma coisa e dormir.
Ela tentou me questionar mais, mais a interrompi dizendo:
- Acho que tem uma mercearia a alguns kilometros daqui, vou comprar algumas coisas, tente não se mexer. Olhei para ela esperando resposta, ela abriu e fechou os lábios várias vezes umedecendo-os e disse:
- Gregory... Água... Estou com sede...
Dei dois passos até a cozinha, mas lembrei que não havia copos, conjurei um e proferi:
- Aguamenti!
Da varinha água saiu e o copo se encheu rapidamente. Coloquei na mão dela delicadamente e apoiei a base, ela bebeu tudo em um único fôlego, agradeceu e fez sinal para eu ir.
Estava certo, havia uma mercearia a quatro kilometros da casa, comprei vários mantimentos, copos e um kit de primeiros socorros.
Sai da mercearia, dei a volta encostando-se à parede, aparatei na sala, Gabriella estava inerte com os olhos cerrados no sofá da mesma maneira que a deixei, soltei as sacolas e corri até ela, pude ouvir os copos quebrarem ao baterem no chão. Dei uma sacudidela chamando por ela, ela abriu os olhos lentamente me fitou e disse:
- O que foi?
- Eu pen... Pensei... Eu pensei que...
- Eu só cochilei, já estou me sentindo melhor, mas estou com fome.
Eu ri pelo nariz me levantei recolhendo a sacola, excerto as dos copos quebrados, foi até a cozinha e voltei despejei os copos quebrados no piso e murmurei:
- Reparo!
Os copos começaram a se reconstituir até ficarem como novos. Gabrielle tinha um olhar de surpresa, ela disse:
- Isso é incrível!
Eu olhei para ela sorrindo e disse:
- Amor esse é um feitiço normal, não há nada de mais nele.
- Feitiço? Como se isso fosse uma coisa normal de se fazer. Isso até parece magia!
- Pare de brincar, você sabe muito bem, talvez até melhor que eu, que isso é magia!
- Desculpe, mais não sei, na verdade não sei o que estou fazendo aqui. Nem muito menos quem é você.
- Amor pare de brincar, você esta me assustando.
- Pare de me chamar assim. Eu mal te conheço para você me chamar de amor.
Eu não podia acreditar, ela tinha uma expressão completamente séria e surpresa. Ela não estava brincando.
- Qual é seu nome?
Ela parou e me fitou curiosa, ficou me olhando abrindo e fechando a boca, depois começou a olhar em volta como se a resposta estivesse ali. Passado um tempo ela disse:
- Eu... Eu... Não sei!
Segurei-me para não chorar, tinha que ser forte naquele momento.
- Você não esta brincando mesmo?
- Não! Eu não me lembro!
- Tudo bem! Olhe eu não vou te machucar não vou te obrigar a nada. Sou seu amigo...
Dizer a palavra “amigo” invés de “marido” me doeu muito.
- Sim, eu não sei por que mais eu te acho confiável.
- Tudo bem, está com fome?
- Sim.
Eu não conseguia absorver aquilo, achava que uma hora ela ai dizer que estava brincando comigo e parar com aquilo. Mais no fundo sabia que não seria fácil assim. Fui para cozinha e preparei um prato rápido, com ajuda da varinha claro. Enquanto estava na cozinha a ouvi perguntar da sala:
- Ér... Eu ao sei como perguntar isso mais... Como é meu nome?
Eu respondi da cozinha:
- É Gabriella! Mas todo mundo te conhece como Ysis.
- Ysis?! Gostei.
Ouvi passo e ela entrou na cozinha, sentou-se à mesa recentemente transfigurada e perguntou:
- E quem eu sou?
- Você é uma bruxa, com tendências vampiras, mais uma bruxa. E muito famosa, aliás.
- O que eu faço?
- É professora.
- De quê?
- Adivinhação.
- Quantos anos eu tenho?
- Você completou vinte e dois a dois meses
- E você, quem é?
- Gregory, Gregory Santler
- E o que você faz?
- Sou professor também.
- De quê?
- Defesa Contra As Artes Das Trevas.
- E quantos anos você têm?
- Completei vinte e dois a três meses.
- Você não me disse seu apelido, nem meu sobrenome.
- Meu apelido é Yest, o seu sobrenome é San...
- San?
- Não, eu quis dizer...
- Complete.
- Completar o que?
- Eu sei que você esconde alguma coisa de mim, só não sei o que é.
- Santler.
- Mais é o mesmo sobrenome que o seu.
- Sim.
- Isso quer dizer que somos...
- Exatamente.
- Mais como eu não me lembro de você?!
- Você levou uma pancada forte na cabeça, acho que perdeu a memória.
- Há quanto tempo estamos casados?
- Uma semana e meia, estamos em lua de mel.
Ela não falou mais nada. Simplesmente fitou a quina da mesa como se fosse muito interessante.
Depois de um silencio quase palpável ela disse:
- Eu sou mesmo uma bruxa?
- Sim.
Respondi.
- Aquelas tipo “Abracadabra” e uns coelhos aparecem?
- Não é bem assim, mais é quase isso.
- E como eu faço magia?
- Com sua varinha!
- E onde esta?
- Procure em suas vestes.
Vi ela olhando e revirando as vestes procurando a varinha, depois de uns segundos ela bufou resignada e disse:
- Não encontro!
- Você não está procurando direito.
Aproximei-me dela e coloquei a mão por sob suas vestes um pouco a cima das costelas me inclinado para alcançar segurei a varinha e a fitei, só naquele momento percebi que estávamos muito próximos, tão próximos que podia sentir sem hálito quente e doce que estava cada vez mais rápido, eu estava se aproximando dela e ela de mim, virei o rosto e pigarreei constrangido. Puxei a varinha, e a entreguei, ela revirou e revirou a varinha com curiosidade e olhou para mim sem saber o que fazer.
- O que eu faço com isso?
Eu olhei em volta e peguei um copo, depositei em cima da mesa apontei a varinha para ele e disse:
- Reducto!
O copo se partiu em vários pedaços se espalhando pela mesa. Eu disse:
- Conserte o copo. Diga “Reparo” apontando a varinha para ele.
Depois de vários minutos quebrando e consertando o copo ela conseguiu.
- Ótimo! Você é melhor do que muito bruxo mais experiente.
- Obrigada... Eu acho.
- O jantar está pronto, vamos comer.
Coloquei dois pratos de porcelana na mesa e duas canecas, era uma jantar, simples, carne, verduras e cerveja amanteigada, o que não era difícil de fazer.
- Está ótimo! Você cozinha muito bem!
- Foi o que eu consegui fazer com o que eu achei naquela mercearia trouxa.
- Trouxa?
- Ah, é quem não é bruxo.
Terminamos o jantar em um emudeço terrível, mandei ela se sentar no sofá em quanto eu conjurava moveis pela casa. Conjurei móveis para os quartos, mais para a cozinha, mais para sala, até a casa parecer ao menos aconchegante.
Eu desci e disse que o quarto estava pronto, era o primeiro da direita, o banheiro também estava pronto era o último à esquerda. Ela falou sem se levantar:
- Mas eu não tenho roupas.
- Ah, é verdade! Eu também não.
Eu conjurei nossas malas. E as levitei até os respectivos quartos, ela subiu e eu fui subindo ao lado dela, ela parou frente à porta e disse sem olhar para mim:
- Pensei que fossemos casados.
- E somos.
Respondi.
- Então por que estamos em quartos separados?
- Achei que seria estranho você nem se lembra de mim!
- Tem razão.
Eu sorri, lembrei-me da última vez que ela disse isso, no trem, não pude resistir a uma melancolia repentina, dei passo à frente mais parei quando ela disse:
- Obrigada...
Inclinei-me para traz apoiando-me no batente da porta e olhei para ela curioso. Ela disse:
- Por me ajudar, por me compreender, por não tentar se aproveitar de mim.
- Eu te compreendo por que te conheço a mais de dezesseis anos. Você me ajudou na hora que mais precisava. Eu que devia te agradecer.
Ela sorriu e entrou no quarto.
Entrei no quarto e comecei a arrumar minha mala, ouvi passo do lado de fora e o barulho do chuveiro sendo ligado. Depois de uns minutos, peguei meu pijama e resolvi tomar um banho, pois já vazia alguns minutos que não ouvia barulho de chuveiro. Sai e topei com Gabrielle. Ela caiu de costas, eu tropecei e cai dentro do quarto. Ouvi um “ai” me levantei ignorando a dor e corri par ajudá-la. Levantei-a segurando os pulsos dela. Ela estava com a toalha nas mãos e uma camisola azul linda de seda que ai até os joelhos com duas fitas de cetin que seguravam a camisola no ombro. Admirei-a boquiaberto, eu sei que ela não sabia mais adorava aquilo. Depois de um tempo perguntei:
- Machucou?
- Não, foi só a pancada mesmo.
- Ahn...
- O que foi?
- Não, nada, é que...
- Eu posso ter perdido a memória mais sei quando você esta escondendo alguma coisa. Sou casada com você! Pode me dizer!
- É que você está linda, eu adoro você com camisola.
Ela ficou rubra, eu ainda apoiava seus pulsos nas mãos quase abertas. Soltei as mãos dela e a segurei a pela cintura, eu a olhava ternamente, comecei a me aproximar, alguma coisa em minha cabeça dizia para parar mais eu não conseguia, simplesmente não conseguia. Ela também se aproximava, encostei a testa na testa dela, o nariz no nariz dela e a beijei, delicada e carinhosamente. Quando eu a soltei ela tinha lagrimas nos olhos, mais sorria ao mesmo tempo. Eu fiquei preocupado e perguntei:
- O que foi?
- Eu vi flashes de todas as vezes que te beijei.
Eu não conseguia dizer nada, só:  
- Então você está se lembrando?
- Não sei exatamente, eu só lembrei-me disso, mais não de tudo.
- Tudo bem, nós temos que descansar.
- Você não vai dormir assim!
- Eu estou indo tomar banho, não se preocupe!
- Eu me referia aos seus ferimentos!
- Nossa eu tinha esquecido completamente deles. Tudo bem eu tomo um banho primeiro, depois faço um curativo.
- Deixe que eu faça! Você tem me ajudado tanto e eu não fiz nada!
- Tudo bem, deixe-me tomar banho primeiro, depois você faz.
Ela enrubesceu
Vir-me-ei sorrindo e parti para o banho, alguns minutos depois senti algo me envolver pelas costas, me virei e vi Gabrielle, parcialmente nua. Perguntei:
- O que você está fazendo?
Ela respondeu com um olhar confuso:
- Não sei. Sinceramente, não sei.
Comecei a me aproximar dela, quando estava a centímetros de seu rosto, parei a olhei nos olhos e pergunte:
- Tem certeza disso?
Estávamos tão próximos que mesmo com a água caindo em nossos rostos podia sentir o seu hálito doce de menta. Eu estava ofegando. Ela respondeu:
- Essa é a única coisa que tenho certeza desde que acordei.
Os centímetros que nos separava foram preenchidos tão subitamente que me surpreendi e imaginei que a distancia que nos separava era menor do que eu pensava.
Peguei-a pelas coxas e ela me enlaçou na cintura enquanto nos beijávamos, ela desligou o chuveiro com uma das mãos enquanto a outra bagunçava ainda mais meus cabelos. Soltei-a no chão, coloquei uma toalha em volta de nós. Entre beijo nós fomos para meu quarto. Dormimos juntos naquela noite.
Acordei na manhã seguinte e estiquei o braço para abraçá-la. Ela não estava lá, sentei subitamente, ela estava encostada no batente na porta sorrindo com uma bandeja de café nas mãos. Eu exclamei:
- Nossa! Meu desempenho foi tão bom assim para ter esse tratamento de rei?
Ela gargalhou e disse andando até mim:
- Você nem é convencido não é?
- Não. Na verdade estou pegando leve.
Ela gargalhou novamente sentando ao meu lado na ponta da cama. Fitou-me e disse:
- Sim.
- Sim o que?
- Sim, seu desempenho foi ótimo.
Dessa vez quem gargalhou foi eu.
Olhei para meu prato e me surpreendi, ela tinha feito meu prato favorito. Ovos Benedict, bacon canadense, chá gelado e algumas uvas. Eu sorri afortunado. Ela perguntou:
- O que foi não gostou?
E eu afirmei:
- Isso responde minha pergunta.
- Que pergunta?
- Se você havia se recobrado a memória.
- Sim.
- Sim o que?
- Sim, eu me recordo.
- Vo-vo-você... Você... Re-recobrou a memória?
- Sim, somente parte dela.
Eu a abracei e a beijei dizendo:
- Que parte?
- Os meus primeiros onze anos, parei na nossa primeira vez.
Senti minhas bochechas queimarem, tenho certeza que fiquei rubro, pois ela riu.
- Não queria lembrar-me disso!
- Por quê?
- É constrangedor!
- Por quê?
- Por que eu não sabia o que fazer! E Hogwarts não é lugar de fazer essas coisas.
- Eu também não. Nós éramos só adolescentes, era justificável.
Eu ri.
- Eu me lembrei de quando nos conhecemos
- Eu me lembro daquele dia como se tivesse acontecido hoje.
- Por quê?
- Eu criei uma barreira para ninguém, ninguém, atravessar! Você passou por ela como se ela não existisse, simplesmente entrou, quando se sentou em minha frente, sabia que te amava.
- Ahn! Que fofo!
Eu ri e ela disse:
- Eu não me lembro da sua história ou você nunca me contou?
- Você não se lembra.
- Me conta?
- Tudo bem, eu conto. Mais é uma história triste.
- Tudo bem. Você pode contar, eu estou aqui com você.
- Eu era um menino normal, claro, um menino normal de uma família bruxa, brincava com meu pai, com minha mãe, nosso cachorro. Quando tinha quatro anos fiz minha primeira magia, levitei o sofá onde meus pais estavam sentados para pegar um brinquedo meu. Aos cinco anos, estava descendo as escadas chamando pela minha mãe, quando cheguei ao primeiro degrau do último ramo de escadas vi um homem que a segurava pelo pescoço e a enforcava, ele olhou para mim com um sorriso maníaco e disse “Diga as últimas palavras para sua mãe garotinho, pois o seu pai não pode te ouvir mais” e minha mãe disse com a voz rouca e entrecortada, “Filho eu te amo, fuja”. Eu terminei de descer os últimos degraus correndo. Corri para a cozinha e pude ouvir o homem rir malevolamente e dizer “Pode correr, mais não pode se esconder” eu fui até o apoiador de facas e peguei a maior que pude, sai correndo por traz da casa entrei pela porta da sala e corri até o homem e esfaqueei o braço que segurava o pescoço de minha mãe ele a soltou e urrou de dor. Apontou a varinha para o braço e murmurou “Férula” uma atadura saiu da varinha dele e cobriu o braço. Eu estava ajoelhado sobre minha mãe ela disse apontando sua varinha para o homem “Expelliarmus” a varinha do homem escapou de sua mão e caiu no chão. Ela me estendeu a varinha dela dizendo “Pegue fuja, não volte, procure ajuda” Eu peguei a varinha da mão dela e olhei para o homem ele estava alcançando a varinha, pode ver uma tatuagem estranha em seu braço era uma caveira com uma cobra saindo da boca. Apontei a varinha para o homem que riu com desdém e sacudi na esperança de sair alguma coisa o homem gargalhou e apontou a varinha para mim, eu sacudi de novo, chorando, um raio azul intenso saiu da varinha fazendo o homem girar no ar e cair na mesa de vidro da sala cortando ainda mais o braço que estava com a atadura. Eu corri, corri, corri muito até não agüentar mais e cair de joelhos no chão de uma floresta. Fiquei na floresta perdido por dias, comendo o que achava, quando um homem me achou, cuidou de mim e me escravizou, ele me fazia limpar lavar e cuidar dos animais. Quando fazia algo errado ele me espancava, cuidava dos meus ferimentos para eu continuar trabalhando, um dia eu deixei uma galinha escapar, ele me deu o primeiro soco, então o matei, matei com um feitiço que lhe fez muitos cortes que sangravam muito. Então peguei tudo que precisava e andei pela floresta até achar a estrada. Um carro parou e uma mulher loira de aparência de uns quarenta e sete anos me levou para casa dela, cuidou de mim até que eu melhorasse. Ela ficou grávida e muito relutantemente o marido a fez me colocar em um orfanato, sem querer virei autodidata, descobri sobre a emancipação, fui a até a justiça e eu consegui me emancipar. Recebia uma pensão de três mil por mês do governo, então me matriculei naquela escola que por fim nos conhecemos.
Ela estava com os olhos cheios de lagrimas. Beijou-me e disse:
- Eu não lembrava, preferia não ter lembrado. Agora entendo por que você é tão poderoso.
- Passado é passado, vamos viver o presente e apenas imaginar o futuro.
- Tudo bem Senhor Poeta.
Eu ri e a beijei, terminamos o café juntos.
Descemos, e ela insistiu cuidar dos meus ferimentos. Depois que finalmente nos restabelecemos peguei todos os livros que consegui conjurar e desatei a procurar todos os feitiços e poções de reversão de complicações da memória. O primeiro livro que peguei era o “Obliviate, teoria de ação e reversão”. Li o livro por horas, de vez em quando via Gabrielle passando arrumando alguma coisa para fazer. Ou ela parava atrás de mim me beijava a nuca (o que me arrepiava e me excitava muito) dizendo frases como “Descansa um pouco”, “Solte esse livro”, “Me ajuda em uma coisa”. Em uma das vezes que ela disse “Me ajuda em uma coisa”, o que não foram poucas, ela gritou do quarto, quando subi lá ela estava de camisola deitada na cama com uma taça de vinho nas mãos. Eu disse:
- Como você pode pensar nisso em um momento como esse?
Ela me respondeu:
- Você mesmo disse: Passado é passado, vamos viver o presente e apenas imaginar o futuro.
- Hey, não use minhas frases poéticas contra mim!
- Isso me fez pensar, que frase marca sua vida?
- Fear is a luxury
- O medo é um luxo. É bem marcante mesmo.
- E a sua?
- Não lembro!
- Ah, desculpe.
- Qual é?
- O que?
- Minha frase!
- A sim, é “Daí ela se lembrou de como é ser forte. Ela enxugou suas lagrimas e sorriu. Sim, sorriu, porque ela sabe que algo melhor está por vir. Ela sabe”.
- Impactante.
Silencio nada mais. Simplesmente silencio, um silencio quase palpável. Onde nós nos olhamos apaixonadamente, parecia que praticávamos telepatia, por que a entendia muito bem, sabia o que ela queria. Nós nos beijamos ardentemente, ela foi deitando de costas na cama e eu fui me inclinado com ela. Com um ofego parei abruptamente, fitando-a ainda muito próximo dela, ela me olhou confusa e disse:
- Por que parou?!
- Só queria ter certeza que era você mesmo que estava beijando.
- Sou eu, sempre vai ser.
- Espero que sempre seja mesmo.
- Vai ser sempre, sempre.
Deixei-a terminar fitando-a quando ela terminou a beijei ardentemente. Ajoelhei-me na cama com ela entre as pernas tirei a camisa pela cabeça, afrouxei o cinto e com um movimento hábil tirei a calça, ela ria abobadamente. Voltei e distribui vários beijos pelo seu pescoço e busto. Comecei a tentar abrir os botões de sua camisola (ela teve que se sentar para eu conseguir).
- Amor...
Ela protestou agarrando meu ombro com força e me beijando ternamente ali.
Finalmente consegui abrir os botões de sua camisola e com um movimento preciso joguei-a num canto do quarto, fiz com que ela deitasse atravessada na cama.
Gabrielle fechou os olhos, abriu a boca um pouco, enquanto eu a observava atentamente. Eu pensei “Tão linda, tão perfeita... e minha!”.  “Minha mulher!” suspirei alto e toquei delicadamente com as pontas dos dedos os seus seios. Toquei como se fosse algo precioso, e era precioso, único. Continuei com o gesto, até a barriga dela, barriga que um dia acolheria meus filhos. Sorri ao pensar em filhos, sempre discutíamos sobre os nomes deles.
- Gregory...
A voz dela o me trouxe ao memento novamente.
-... Ame-me agora!
Sorri e continuei minha “exploração” com os dedos no corpo de Gabrielle. Encontrei uma barreira, a calcinha, logo me livrei dela. Meus dedos exploravam livremente a área mais secreta dela. Ela gemia, tremia e se contorcia inebriada de prazer.
Eu disse:
- Seja mais paciente, Amor. Temos tempo!
Fiz mais carícias mais ousadas e ela arfou, quase gritando. Eu continuei:
- Vou amá-la com calma, dessa vez explorarei cada parte do seu corpo.
- Gregory, por favor...
A ouvi gemer novamente ao sentir os meus toques em seu corpo.
- Gabrielle.
Livrei-me de sua última parte de roupa, deixando explícito todo o desejo que meu corpo sentia por aquela mulher.
Era como se estivéssemos sendo possuídos por uma magia muito forte, tamanha a necessidade e a urgência que sentíamos um pelo outro. Ela queria me marcar, suas unhas me cravaram forte as costas. Soltei um gemido rouco, que misturava prazer e dor.
- Você é tão linda!
Murmurei consciente que nenhuma outra mulher era mais linda que ela. Ela balbuciou:
- Ah... Gregory, eu não... Eu preciso
Ela suplicou sentindo que não teria mais forças para agüentar aquela tortura.
- Ah!
Gabrielle gritou quando sentiu o calor de meus lábios deslizando por suas coxas, subindo para seu local mais sensível e atiçando fogo dentro dela. Começou a mover-se freneticamente, seu corpo todo tremia a cada investida que eu dava. Eu adorava deixá-la fora de controle. Ela era sempre tão segura de si própria sempre tão decidida e controlada...
- Gregory!
Meu nome mal saiu de sua boca, pois estava totalmente envolvida no prazer que eu lhe proporcionava enquanto a beijava de uma íntima e enlouquecedora.
Eu não deixei a relaxar, fui subindo, beijando sua barriga, mordiscando os mamilos rosados e duros.
- Ah!
Um gemido de protesto escapou dela quando me afastei por um instante, somente pra me posicionar sobre o corpo dela.
Eu sorri e a beijei nos olhos, logo passei para a boca, provocando-lhe, até que ela me agarrou, trazendo-me para junto de si.
- Gregory, por favor...
Ela suplicou mais uma vez. Já não podia esperar.
Então me ergui sobre ela e lentamente a penetrei, sem desviar os olhos dela. Senti espasmos nos envolver. Gabrielle ofegou e começou a mexer-se acompanhando meu ritmo.
Os movimentos iniciaram se vagarosamente, aos poucos foram ficando mais e mais rápidos, até que Gabrielle envolveu as pernas em volta de meus quadris, forçando-me a ir mais fundo.
Ela fechou os olhos e os abriu em seguida encontrando os meus. Eu procurei suas mãos e entrelacei meus dedos nos dela, procurei sua boca pra um beijo doce e ao mesmo e insaciável, ao mesmo tempo em que uma explosão tomou conta dos nossos corpos suados. Alcançamos juntos os ápices do prazer.
Eu deixei meu peso cair sobre o corpo dela, ela suspirou feliz e satisfeita e deslizou os dedos em meus cabelos.
- Foi incrível! Ah, não, fica!
Gabrielle protestou quando tentei me afastar.
- Sou pesado
Justifiquei rolando-me para o lado. Ela virou-se para ficar de frente para mim, enganchando uma das pernas com a minha.
- Sabe Sra. Santler, estamos ficando cada vez melhores!
Ela riu:
- Hum... Sr. Santler, eu acho que precisamos de uma segunda dose para tirar a prova!
- Você tem dúvidas? A próxima será melhor ainda!
Falei deslizando a mão pelas costas dela.
- Mal terminamos essa e já está pensando em outra?!
- Eu disse que para imaginar o futuro.
Ela riu. E eu continuei
- Somos bons! Muito bons nisso! Cada vez melhor!
- Eu sei
Ela disse enquanto acarinhava meu peito. E continuou
- Mas às vezes tenho dúvida
- Ah!
Fiz-me de ofendido e disse:
- Sra. Santler, não brinque comigo!
- Estou exausta, Gregory.
Eu ri da careta que ela fez. Ela prosseguiu:
- O dia foi cansativo!
- Tem razão. Você tirou minhas últimas forças!
- Mas vou adorar dormir agarradinha com você, Sr. Santler!
Ela se aninhou em meu peito. E continuo:
- Acordar em seus braços todos os dias!
Fechei os olhos, feliz, mas estava pensando em como recuperar sua memória, completamente. Ela disse se afastando um pouco:
- Eu queria lembrar-se de todos os nossos momentos juntos.
- Eu vou te fazer lembrar, mas agora vamos dormir.
Quando senti que ela ressonava sai sem acordá-la, foi para meu escritório e recomecei a procurar curas para memória em um livro chamado “Os Segredos Da Memória”. Foi nesse livro que achei a “Poção Da Memória”. Mas antes de poder começar a ler ouvi um barulho na cozinha. Saquei a varinha e desci, muito silenciosamente. Abri a porta da cozinha e Gabrielle estava lá, pegando cacos de um copo. Fiquei parado a frente da porta observando-a. Ela terminou de pegar os cacos maiores se levantou virando-se para porta. Quando me viu levou um sobressalto e soltou todos os cacos no chão sacando a varinha e apontando pra mim. Eu gargalhei e ela disse:
- Não tem graça! Eu podia ter te machucado!
E eu falei com desdém
- Eu também estou com minha varinha, podia me defender.
- Não importa! Você me assustou!
Ela tinha lagrimas nos olhos, e sacudia a varinha abundante mente fazendo soltar faíscas no chão.
Ela saiu correndo para porta, esbarrou em mim subiu as escadas correndo, ouvi a porta de o quarto bater.
Gritei para mim mesmo:
- Droga! Droga! Droga! Como posso ser tão idiota! Por que sempre estrago tudo?!
Joguei-me no sofá frustrado, e não posso dizer ao certo quantas horas fiquei ali, ao menos percebi que adormeci.
Acordei horas depois, estava claro denunciando que era por volta de umas quatro da manha, com um chiado suave e um cheiro adocicado. Fui até a cozinha e vi que tinha água fervendo na chaleira. Perguntei aos meus botões:
- Ué, e esse cheiro? Da onde é?
Comecei a procurar por todos os cômodos, exceto no quarto de Gabrielle, da casa da onde vinha aquele cheiro inebriante. Estava voltando do banheiro vi Gabrielle vindo em minha direção, indo para o banheiro, ela estava com os olhos vermelhos mais estava linda, deslumbrante, simplesmente linda. Eu parei abruptamente boquiaberto, ela diminuiu a velocidade das passadas fitando-me, depois avançou mais rápido me ignorando. Quando ela passou percebi imediatamente de onde vinha o cheiro. Era do perfume dela, mais ela nunca tinha usado tanto assim. Ou eu simplesmente nunca reparei nisso, ou então ela não usava o perfume quando estávamos brigados. A primeira opção era a mais provável. Quando ela passou segurei-a pelo braço dando uma leve guinada, ela virou-se pra mim e perguntou com uma voz carregada de rancor e frieza:
- O que você quer?
Eu fiquei surpreso, nunca tinha ouvido nada parecido com isso na voz dela. Respondi:
- Temos que parar com isso, não vai levar a nada.
Ela fez uma cara de quem acaba de receber uma ótima noticia e disse em um meio sorriso:
- Também estava com essa mesma idéia na cabeça, mas não sabia como dizer.
- Que idéia?
- A gente terminar. Como você mesmo disse: Não vai levar a nada.
- Não foi isso que eu disse!
- Claro que foi!
- Foi! Mas não o que quis dizer!
Estávamos gritando.
- E o que você quer dizer?!
- Que a nossa briga não vai levar a nada! Foi uma briga sem sentido, uma briga idiota!
- Você está me chamando de idiota?!
- Não! O motivo foi idiota! Aliás, eu fui um idiota de não ter me anunciado! Eu devia ter chamado atenção de alguma forma!
- Você tem razão, os motivos foram idiotas...
Ela continuou andando, entrou no banheiro, voltou entrou no quarto, saiu com a bolsa na mão. Eu estava parado no mesmo local quando perguntei:
- Onde você está indo?
- Vou dar uma volta.
- Como assim?!
- Gregory, não é só por que a gente está melhor que a minha idéia sumiu da cabeça.
- Você ainda quer terminar?
- Não sei, talvez.
Ela desceu os cinco primeiros degraus já não via metade do seu corpo quando disse:
- Eu encontrei.
Ela parou e virou a cabeça por cima do ombro e perguntou:
- O que?
- A poção, a poção que faria você se lembrar.
- Não sei se quero me lembrar.
Fiquei ali parado próximo a parede dês da hora em que ela saiu até a hora que ela voltou pensando, ouvindo o eco daquelas palavras “Não sei se quero me lembrar”. Ela chegou, subiu as escadas, quando me viu parou quase num sobressalto, e continuou a subir. Parou a minha frente e perguntou:
- Você ficou ai até agora?
Não a ouvi na realidade, só a vi mexer a boca. Ela repetiu a pergunta:
- Você ficou ai até agora?
Balancei a cabeça afastando meus pensamentos e tentei responder:
- Eu... Não... É que...
- Você ficou ai até agora.
Não era uma pergunta e sim uma afirmação.
- Não! Eu...
- Eu te conheço, você ficou aí até agora.
- É. Fiquei.
- No que estava pensando?
- Que você está certa.
- Sobre o que?
- Se você não quer mais ficar comigo não faz sentido eu insistir.
- Não!
- Não?
- Não! Eu... Eu... Eu estava fazendo isso para você se arrepender!
- Eu não acredito.
- Desculpa...
- Eu que tenho que me desculpar, eu que errei. Não esperava menos de você.
- Está desculpado.
Eu sorri de orelha a orelha e tentei abraçá-la, mas ela colocou a mão na frente e disse:
- Isso não quer dizer que vai me ter tão fácil! Vai ter que me paparicar muito!
Ela tinha um sorriso maroto nos lábios, então eu disse:
- Você não agüenta uma noite sem mim.
- Você está dizendo que não vai lutar por mim?
Ela tinha um tom magoado mais estava blefando.
- Sim! Você vai vir até mim num estalar de dedos.
- Não vou não! E até você me paparicar não vai ter nada comigo! Nem um único toque.
Ela bufou e saiu batendo o pé. Eu ainda sorria, ri pelo nariz e fui tomar banho. Depois fui para cama e comecei a esperá-la. Ouvi-a tomar banho e bater a porta do quarto dela, depois de uma hora desisti de esperá-la então me arrependi, comecei a imaginar como reconquistá-la no outro dia, decidi que acordaria bem cedo e faria um café da manha de rei, no caso rainha. Adormeci relutante, tentei de todos os modos permanecer acordado, dormi por umas duas horas e acordei num sobressalto. Recomecei a pensar no que fazer dali a horas. Quando ouvi uma porta ranger segundos depois ouviu a de o meu quarto abrir, ouvi passos e vi Gabrielle dando a volta na cama arrastando em um cobertor em uma mão e abraçando o travesseiro na outra. Ela ficou de frente a mim e disse:
- Não consigo dormir
Ela tinha uma voz que uma criança faz quando esta com medo e quer dormir com os pais. Eu soltei uma ligeira risada e abri os braços dando espaço para ela. Ela se deitou de costas para mim, e a envolvi com meus braços lhe dei vários beijos na nuca, sem perceber comecei a rir. Ela perguntou:
- O que foi? Do que está rindo?
- Eu disse que você viria até mim num estalar de dedos.
- Cala boca!
Ela tinha um tom de brincadeira, estava séria mais a beira de rir também.
- Calma tigresa. Eu devo admitir, já estava planejando como te reconquistaria.
- Tinha perdido as esperanças tigrão?
Eu gargalhei.
- Olha! Não falte com respeito comigo se não eu te torturo de novo.
- Você não seria capaz
- Já disse várias vezes pra não me subestimar.
- Ui, que medo.
- Não duvide de mim garotinha.
Ela sempre odiou que a chamasse assim, ela se virou inesperadamente me encarou e disse:
- GAROT...!
Silenciei-a com um beijo, nós riamos enquanto nos beijávamos. Ela me deu um leve empurrão se afastando, ela sorria abobadamente quando disse:
- Odeio quando você faz isso!
- Isso o que?
- Me interrompe me faz esquecer o que eu ia dizer.
Eu mordi o lábio para não rir dizendo:
- Eu te faço esquecer as coisas?
- Só de vez em quando, às vezes me faz lembrar que tenho que por o lixo para fora.
Eu a apertei enquanto ela ria, disse:
- Agora vou te torturar até implorar pra parar!
Trouxe-a para o meio da cama prendendo as pernas dela com as minhas. Comecei a fazer cosquinhas sem parar em suas costelas e mesmo ela tentando me impedir com as mãos livres eu a alcançava. Até uma hora que segurei as mãos dela e perguntei:
- Vai implorar?
Ela ainda ria, quando disse:
- Gregory, eu...
- Você?
- Você sabe que tenho dois irmãos não é?
- Sei, mais o que isso ter haver?
Quando percebi, ela girou e ficou por cima de mim, me prendendo com as pernas de uma forma que doía se eu tentasse sair.
- Que eu sei muito bem me defender de um homem!
Ela levantou as mãos agitando os dedos a minha frente, eu tentei segurá-la mais os pequenos e ágeis dedos entravam pelas minhas mãos nas minhas costelas e pescoço. Eu disse entre gargalhadas:
- Gabrielle... Pare!
Ela riu e continuou. Eu insisti:
- Eu... Não... Consigo... Respirar!
Ela não parou então eu fiquei inerte como uma estatua, ela continuou rindo e me fazendo cócegas e disse:
- Gregory se você acha que vou cair nessa está muito enganado.
Eu não me movi ela diminuiu o ritmo dos movimentos e disse:
- Gregory pode parar.
Ela parou totalmente. E continuou:
- Gregory?
Ela começou a me dar sacudidelas mais ainda ria.
- Gregory?!
Ela gritou e começou a me sacudir cada vez mais e mais forte.
- Ai meu Merlin o que eu fiz!
Eu abri os olhos bem de vagarinho e respondi com serenidade:
- Me matou de amor.
Ela abriu um sorriso e começou a me estapear dizendo:
- Seu palhaço! Boboca! Fingido! Eu vou te matar!
 Ela pontuava cada tapa com um xingamento quando eu girei no eixo imobilizando-a da mesma forma que ela fez comigo e disse rindo:
- Me matar de beijos?
Ela respondeu sorrindo:
-... É.
Dei-lhe um selinho e deixei meu peso cair sobre o dela ela disse ironicamente:
- Ué, você não é pesado?
Eu ri e fiz a menção de me rolar para o lado. Ela me segurou pelos ombros e disse:
- Não, fica!
- Mais eu sou pesado.
Afirmei com sarcasmo.
- Eu não ligo. Eu gosto que o peso sobre mim seja o seu.
Eu a beijei ternamente e disse:
- Eu te amo
Ela respondeu:
- Eu também te amo.
De repente ela ficou inerte com os olhos muito abertos fitei-a e procurei seus olhos, depois de uns segundos ela fitou-me e começou a chorar. Tentei sair de cima dela mais ela simplesmente me agarrou e fincou as unhas nos meus ombros. Tentei sair de cima dela de todas as formas achando que estava machucando ela de alguma forma que ela não podia dizer, mais ela me segurava firmemente. Então eu gritei:
- Gabriella! Gabriella! O que houve!
Depois de alguns segundos ela fitou-me e disse:
- Eu... Eu... Eu...
- Você o que?!
- Eu... Acho que... Eu recobrei a memória!
Fiquei extasiado, abismado, boquiaberto a abracei com tanta força que ela gemeu de dor.
Dali em diante seguimos a vida normalmente, claro que o normal de um bruxo. Essa foi só uma das histórias que nos aconteceu mais foi a mais inesquecível, pois essa foi a nossa lua de mel
Fim
Esses foram os relatos de Gregory Santler e essa foi só uma de suas histórias.

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